Estou caminhando a esmo nas ruas
O sono não vem e a noite se alonga
Estou sozinho, pelas alamedas nuas
E a cada passo, minha aflição se prolonga.
No ar sinto o aroma da flor da saudade,
Que invade e toma posse do peito.
Este cheiro se esparze por toda a cidade
E respira-lo agora é o único jeito.
Decisões tomadas em momentos impróprios
Nos deixam na boca esse amargo sabor
De deixar falar mais alto o amor-próprio
E depois degustar arrependimento e dor
Talvez seja tarde para ver a razão
E tentar consertar o mal que causei.
Talvez não exista mais um perdão,
O mesmo que ontem, eu lhe recusei.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
SOMORRA & GODOMA 1000
SOMORRA & GODOMA 1000 antes de outras aldeias arrasarem o que houvesse, já moldavam o humano de hoje, e ainda e cada vez mais es…
Darlan de Matos Cunha
INQUIETAÇÃO NUM BANCO DE VIAGEM
Fuso de 13 horas me separa de gente amiga em Sidney, mas poucos percebem a vida e a morte que há nas distâncias tão petulantes que ainda …
Darlan de Matos Cunha
Silensidão n. 3
o tépido e o quente outra vez algo mais os alimente na noite num banco de viagem que a vida é assim ir e vir como um castigo desde que no…
Darlan de Matos Cunha
Walked along the beach today
Walked along the beach today Then decided to go swimming Won't go to the deep water area Because deep water isn't suitable For us Childre…
Aldo gabbay kraas