Às mãos do mar

Às mãos do mar me entreguei escrevendo
Na maresia imensa e intransponível um verso
Afogado num manto de silêncios imprevisíveis
Às mãos do mar amarou a solidão repleta de
Sensações imperceptíveis, joeirando cada lágrima
Caindo no colo de mil emoções tão imperecíveis
Às mãos do mar o oceano arrota uma onda dormitando
No leito marinho, quase impassível, até banhar aquele
Poente que fenece às cavalitas de um sonho submergível
Frederico de Castro
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