Labaredas mal acesas
Debrucei-me sobre as minhas incertezas
todas presas por um fio, meio suspensas
como contas de um colar, as minhas crenças
a vacilar labaredas mal acesas...
Depois me ergui, enfrentando indiferenças,
sem entender bem o vão das sutilezas...
Guardei num susto as palavras todas presas
e desdenhei de aventuras mais intensas.
Enfim parti à procura de outros ares,
para enfrentar a pressão que cresce farta,
além da dor, sem sinais particulares...
Atrás de mim não imprimo qualquer marca...
Jamais espero que um dia tu me ampares,
nessa esperança, minh’alma não embarca.
Nilza Azzi
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