SOZINHA
Paulo Sérgio Rosseto
Sou vizinho da praia sozinha
Onde desenho de manhazinha
Junto às desapegadas ondas
Meu caminho de areia molhada
Sentindo o vento inquieto sorrindo
Ziguezaguear em paralelo
Por entre as mechas do meu cabelo
E os pés mansamente lambidos
Pelos lábios da água morninha
Quando esse mistério natural se acende
É tão fácil contemplar no instante
O desafio tamanho de cada sede
Ainda que o mundo esteja opaco
Bebo da vida transparente
De todo riso o mais instigante
Por isso faço o que o amor me pede
E concedo ao tempo de ser único
O que a vida me concede
Somos essa soma de saudades
@psrosseto
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia