No teu desaguar
Que os teus olhos tranformem, e transborde somente água doce, que seja límpido como nosso desejo de amar um ao outro. Que o desaguar não expila nossas preciosas pedras que despejei neste teu profundo oceano, onde eu vou naufragar. Você é, no âmago da loucura, uma prece, um silêncio, um vazio imenso onde eu posso alocar todos os meus sentimentos, te contar meus segredos, fazer-te gozar entre meus dedos limpando todo esse teu medo, desagua em gemidos tudo o que tem direito, lembra-te da mulher que és, enquanto eu nos moldo sólidos.
Luís Henrique de S Cardoso
Luís Henrique de S Cardoso
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