EU SEI O MESMO QUE NÃO SÁBIA
Autor: Séthe Santiego (João Luamba)
Conjuntura: Mistérios
Data: 10.10.2019
Título: "Eu sei o mesmo que não sábia"
Todos os dias sinto o teu cheiro
Todos os dias ouço a tua voz
Todas as noites vejo o teu rosto
Todas as noites têm o teu sabor, mas a cada nascer do sol
Morri o teu eu
Mas a cada morrer do sol, nasci o teu sentido
Eu não sábia, mas agora sei que nada sei
Antigamente só a morte separava.
Agora o tempo afasta e despacha.
Ontem te conhecia, hoje não sei quem és.
Onde foram as lembranças?
Onde foram os momentos?
Todos eles foram-se com o tempo
Tempo esse amante da primavera
Tempo esse orgulhoso de espinhas
Tempo esse desconhecido
Tempo esse que te levou de mim
Mesmo sentindo o teu cheiro te desconheço.
Mesmo ouvindo a tua voz, já não te entendo
Mesmo vendo teu rosto, já não te observo
Mesmo tendo o teu sabor já não é o mesmo.
Eu sábia, mas agora tenho a certeza
Que essa pobre vida vivia com alma
Eu sei que mesmo a morte separando
O tempo juntava-nos e aproximava-nos
Hoje conheço-te tão pouco e mesmo sem saber o que te tornaste
Essas lembranças estão aqui
Os momentos estão aqui. Neste lindo envelope
Nesta linda carta
Estão aqui, mas o que há de verdadeiro
Está neste rascunho escrito em branco e assinado com lágrimas de saudades.
Conjuntura: Mistérios
Data: 10.10.2019
Título: "Eu sei o mesmo que não sábia"
Todos os dias sinto o teu cheiro
Todos os dias ouço a tua voz
Todas as noites vejo o teu rosto
Todas as noites têm o teu sabor, mas a cada nascer do sol
Morri o teu eu
Mas a cada morrer do sol, nasci o teu sentido
Eu não sábia, mas agora sei que nada sei
Antigamente só a morte separava.
Agora o tempo afasta e despacha.
Ontem te conhecia, hoje não sei quem és.
Onde foram as lembranças?
Onde foram os momentos?
Todos eles foram-se com o tempo
Tempo esse amante da primavera
Tempo esse orgulhoso de espinhas
Tempo esse desconhecido
Tempo esse que te levou de mim
Mesmo sentindo o teu cheiro te desconheço.
Mesmo ouvindo a tua voz, já não te entendo
Mesmo vendo teu rosto, já não te observo
Mesmo tendo o teu sabor já não é o mesmo.
Eu sábia, mas agora tenho a certeza
Que essa pobre vida vivia com alma
Eu sei que mesmo a morte separando
O tempo juntava-nos e aproximava-nos
Hoje conheço-te tão pouco e mesmo sem saber o que te tornaste
Essas lembranças estão aqui
Os momentos estão aqui. Neste lindo envelope
Nesta linda carta
Estão aqui, mas o que há de verdadeiro
Está neste rascunho escrito em branco e assinado com lágrimas de saudades.
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