longe de ser perfeita...
venho de longe, cheguei
trago minha alma acesa
ao cair da tarde oscilei
já dobrada na incerteza
vim do ventre da nascente
trago comigo a saudade
de todos fiquei ausente
num tempo já sem idade
no rosto trago a certeza
de que já mal me conheço
se um dia teve beleza?
ao olhá-lo me entristeço!
trago memória da viagem
e a esperança ainda arde
estandarte da minha coragem
se Deus ma deu me a guarde
fui começo e sou o fim
depois desta caminhada
já que o destino quer assim
seguirei a minha estrada
lembro bem de onde venho
mas não sei para onde vou
a esperança a que me atenho
... o tempo não esvaziou!
de flores ladeio a estrada
canteiro de rosas e jasmim
venho da terra semeada
lá atrás a chorar por mim
- trago traços de utopia
- e longe de ser perfeita!
olhos marejados de maresia
a saudade em mim se deita
meu sonho então tropeçou
o olhar já pouco enxerga
a voz que não canta, cantou
mas a vontade não verga.
os versos são companhia
o espanto de querer viver
e a inocência se associa, a
esquecer, um dia, morrer.
natalia nuno
rosafogo
quadras feitas em viagem
5/2013
trago minha alma acesa
ao cair da tarde oscilei
já dobrada na incerteza
vim do ventre da nascente
trago comigo a saudade
de todos fiquei ausente
num tempo já sem idade
no rosto trago a certeza
de que já mal me conheço
se um dia teve beleza?
ao olhá-lo me entristeço!
trago memória da viagem
e a esperança ainda arde
estandarte da minha coragem
se Deus ma deu me a guarde
fui começo e sou o fim
depois desta caminhada
já que o destino quer assim
seguirei a minha estrada
lembro bem de onde venho
mas não sei para onde vou
a esperança a que me atenho
... o tempo não esvaziou!
de flores ladeio a estrada
canteiro de rosas e jasmim
venho da terra semeada
lá atrás a chorar por mim
- trago traços de utopia
- e longe de ser perfeita!
olhos marejados de maresia
a saudade em mim se deita
meu sonho então tropeçou
o olhar já pouco enxerga
a voz que não canta, cantou
mas a vontade não verga.
os versos são companhia
o espanto de querer viver
e a inocência se associa, a
esquecer, um dia, morrer.
natalia nuno
rosafogo
quadras feitas em viagem
5/2013
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