MORRER TODO DIA...

É no silêncio da dor,
na agonia e pavor,
que o sentimento de amor
traduz-se em poesias...
No desespero do peito,
a ansiedade e o defeito,
vai massacrando com jeito,
cada porção de alegria...
É na esperança e afã,
que a luz de cada manhã,
meu totem meu talismã,
é anoitecer e harmonia...
E no sigilo do medo,
pra desvendar meu segredo,
procuro teu arvoredo,
para morrer todo dia...

Marco A. Alvarenga

                                                      
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