O começo é pelo avesso
Se sufoco o meu grito e perco a deixa
e se aflito o meu canto desafina,
resta pranto, um buquê que assim se enfeixa,
e o porquê dessa mágoa cristalina.
E se trago a saudade sob um freio
e me invade o desejo de mudar,
está dentro de mim o que mais creio;
uma ação que dispensa qualquer par.
É uma luta que vença o que há de errado
e analise a conduta, o modo interno,
deixe o inferno e procure um outro foco,
pois por mais que perdure o bem sagrado,
se jamais for meu mundo o que governo,
o exterior não atinjo ou mesmo toco.
Nilza Azzi
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*