O começo é pelo avesso
Se sufoco o meu grito e perco a deixa
e se aflito o meu canto desafina,
resta pranto, um buquê que assim se enfeixa,
e o porquê dessa mágoa cristalina.
E se trago a saudade sob um freio
e me invade o desejo de mudar,
está dentro de mim o que mais creio;
uma ação que dispensa qualquer par.
É uma luta que vença o que há de errado
e analise a conduta, o modo interno,
deixe o inferno e procure um outro foco,
pois por mais que perdure o bem sagrado,
se jamais for meu mundo o que governo,
o exterior não atinjo ou mesmo toco.
Nilza Azzi
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