Chegou um dia à ilha da Incerteza,
navegador versado em sete mares.
Ao percorrer a praia achou belezas,
nenhuma, não, prendia os seus olhares!

No alto de um outeiro, uma princesa
tecia um véu de cores estelares.
Nas teias que sustinha a alma acesa,
adormecia em dúplices lugares.

Não era o navegante um mau sujeito,
nem era a tal princesa um sonho bom;
em tudo estava inserto um outro tom.

Se o sonho da princesa era perfeito,
vivia o bom marujo em desventura,
na dor de um desviver que não se cura.

Nilza Azzi
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