NÃO SOMENTE A ESPADA, MAS TAMBÉM A FÉ
Soam as cornetas, soam os clarins, preparem-se para a batalha, soldados valentes lutem até à morte, enfrentem o inimigo, não recuem jamais, marchem adiante, honrem a vossa pátria, se revistam de coragem e força, estejam os seus espíritos preparados para a guerra. Os fracos tremem, eles recuam, fogem e se dispersam, se acovardam, eles nunca sentirão a glória da vitória e nem ouvirão os seus gritos ecoarem vibrantes dentro dos seus peitos, pois não sabem o valor da abnegação e nunca se sacrificarão por alguma causa justa, preferem aceitar a tirania. Vós sois valorosos soldados, vós sois a legítima coroa, o orgulho de um povo oprimido, a esperança de uma nova geração. Vão e vençam o inimigo, dê-lhe a paga, destitua-o do trono, tomem-lhe o poder e o devolva ao povo, para que proclamem um governo justo. Vão e varram também os covardes que se alimentam do suor e sangue daqueles que produzem. Não importa se todos forem abatidos, mas que também o inimigo seja sucumbido e a sua memória apagada para todo o sempre de debaixo do sol. _ Senhor! O que acontecerá se perdermos a guerra? Digo soldado, que a iniquidade triplicará, seus opressores dominarão sem piedade, seus filhos crescerão na escravidão do corpo e da alma, vocês que restarem vivos das batalhas serão engolidos vivos pela fúria, suas mulheres serão violadas diante dos vossos olhos. _ Senhor! Nem que morramos, mas haverá um, um de nós restará para exibir a cabeça do nosso principal inimigo, um de nós que seja, sobre o sangue de tantos outros guerreiros, nos fará ser lembrados por toda a eternidade.
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