Folo em Júbilos
Um ser humano complicado desprende-se diariamente sem que eu consinta.
Se quero permanecer cego às partes quentes do globo, porque me lanço de cabeça nos contágicos sentimentos?
Demoníaco tardo a perceber o fumo das garras dos catraios a brincar escanzelados com as cruzes das bombas.
Vales de mares tardam e aterro.
Ando sem encaixe e com feições terrenas, demasiado.
Um desabado mundo volta a atacar sôfrego de atenção.
Chorincas letras que não acordam,
não se afastam da negrura gélida do terror,
da dor, do amor coçado de fuga.
Arranho a pele para a encontrar.
Espeto lascas. Dói? Pois sim cetim!
Froixo contínuo levantado, cruzado de ignorância tocada e sem órbita. Espelhos de mim bem-querido festim!
Amargos cardos à vontade rolam!
Eu, atento, continuo completo,
o meu ser sou eu, o meu eu repleto.
Distrai de prosa cai no metro.
Não acertes.
Ponto final de cinco em sete palavras
e desmarcas a medida.
Isso, escreve suave e sem escala!
Digo escrúpulos,
folo em júbilos,
descrevo formas em cambalhota
sem gravidade que me aperte.
Versalhada não me soletres,
convém saberes que inteiro sou
mais homem que tapado,
marcado em tom ritmo,
sem que os poros que me lanço
sejam despertos do vulgar.
Fico igual, circular ou marginal?
Se quero permanecer cego às partes quentes do globo, porque me lanço de cabeça nos contágicos sentimentos?
Demoníaco tardo a perceber o fumo das garras dos catraios a brincar escanzelados com as cruzes das bombas.
Vales de mares tardam e aterro.
Ando sem encaixe e com feições terrenas, demasiado.
Um desabado mundo volta a atacar sôfrego de atenção.
Chorincas letras que não acordam,
não se afastam da negrura gélida do terror,
da dor, do amor coçado de fuga.
Arranho a pele para a encontrar.
Espeto lascas. Dói? Pois sim cetim!
Froixo contínuo levantado, cruzado de ignorância tocada e sem órbita. Espelhos de mim bem-querido festim!
Amargos cardos à vontade rolam!
Eu, atento, continuo completo,
o meu ser sou eu, o meu eu repleto.
Distrai de prosa cai no metro.
Não acertes.
Ponto final de cinco em sete palavras
e desmarcas a medida.
Isso, escreve suave e sem escala!
Digo escrúpulos,
folo em júbilos,
descrevo formas em cambalhota
sem gravidade que me aperte.
Versalhada não me soletres,
convém saberes que inteiro sou
mais homem que tapado,
marcado em tom ritmo,
sem que os poros que me lanço
sejam despertos do vulgar.
Fico igual, circular ou marginal?
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Pedaços de ilusões ! - 09/09/2026
Pedaços de ilusões ! - 09/09/2026
Sinto pedaços de ilusões
Adejando em minha mente,
São vel…
Armando A. C. Garcia
zumbilésbia
ela foge e a cidade está tomada o camarada surge em sua mente qual mestre dos magos orientando-lhe na fuga que a situação é de luta todos…
Kátia Surreal
If I didn't had your love
If I didn't had your love My Father I would not be able to live Without your love Please Father give me Some love Because I know that You…
Aldo gabbay kraas
as músicas que escolho
posto poucas não há segredos só pretextos uma falsa trilha sonora regendo o percurso do dia hoje então me descubro quase um segundo quem…
Kátia Surreal