NAVEGANTE
Trago eu a ousadia
De olhar mil vezes ao dia
Os verdes olhos do mar
De apegar-me a maresia
Que salga o aroma nos lábios
Como se pudesse explorar
Entre os ventos arteiros
Os encantos do teu olhar
A distância dos teus navios
Nos rastos do teu andar
Então levo a certeza
Escondida no alforje
Daquele que navega a vida
Sem reter o horizonte
Tudo enxerga mas não vê
Tudo vê e pouco importa
Distinguir o sul do norte
Apenas segue cego em frente
Capaz de pescar nos rumos
De seu mundo confidente
Depois volto e é bom voltar
Porque há quem me aguarda
De braços estendidos largos
À espera das minhas águas
Na ânsia daqueles mares
Navegados entre peixes
Maresias e bonanças
Na volúpia dos bons ares
Viajantes velejados
De um único lugar
De olhar mil vezes ao dia
Os verdes olhos do mar
De apegar-me a maresia
Que salga o aroma nos lábios
Como se pudesse explorar
Entre os ventos arteiros
Os encantos do teu olhar
A distância dos teus navios
Nos rastos do teu andar
Então levo a certeza
Escondida no alforje
Daquele que navega a vida
Sem reter o horizonte
Tudo enxerga mas não vê
Tudo vê e pouco importa
Distinguir o sul do norte
Apenas segue cego em frente
Capaz de pescar nos rumos
De seu mundo confidente
Depois volto e é bom voltar
Porque há quem me aguarda
De braços estendidos largos
À espera das minhas águas
Na ânsia daqueles mares
Navegados entre peixes
Maresias e bonanças
Na volúpia dos bons ares
Viajantes velejados
De um único lugar
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