Asas de Vidro
Se um dia anoitecer no teu sorriso
E a tristeza em silêncio erguer a voz
Lembra-te de mim, em ti, de nós
No meio da multidão, livres, a sós
Descidos, sem saber, do paraíso
Ou se um dia cair tão sem aviso
Em tua cândida boca a noite atroz
Não te detenhas mais, corre veloz
Corta as amarras, estilhaça os nós
Que violentam as asas do teu riso
Lembra-te do mar, se for preciso
Sem medo da cruel noite feroz
E nele molda a luz feita de nós
No meio da multidão, livres, a sós
Se um dia anoitecer no teu sorriso
E a tristeza em silêncio erguer a voz
Lembra-te de mim, em ti, de nós
No meio da multidão, livres, a sós
Descidos, sem saber, do paraíso
Ou se um dia cair tão sem aviso
Em tua cândida boca a noite atroz
Não te detenhas mais, corre veloz
Corta as amarras, estilhaça os nós
Que violentam as asas do teu riso
Lembra-te do mar, se for preciso
Sem medo da cruel noite feroz
E nele molda a luz feita de nós
No meio da multidão, livres, a sós
Se um dia anoitecer no teu sorriso
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