Difamação
És como nevoeiro transportado pelo caos. Morno.
Em cadência fétida de esgoto
De ti se alimentam vermes, bichos cegos, infectados...
Os habitantes do teu corpo poluído são mulheres…
São homens como eu, como estes que me lêem.
Não, não fales. Cheiras mal!
Tal como a sarjeta da qual fizeste a tua casa. A nossa casa…
Não, não digas nada. Porque as tuas palavras, mortas
Flutuam no caldo podre da tua boca. Da nossa boca…
És como nevoeiro transportado pelo caos. Lento.
Cuidado! Vê onde pões os pés.
Não pises os teus filhos, a cama onde te deitas…
Não abras essa porta! Ainda te vêem nua.
Tapa-te! És feia demais para que te vejam…
Por isso escorregas pelas esquinas escuras
E venenosas das palavras…
Enrolada em véus de línguas bifurcadas…
Miras-te no charco lamacento da tua maldade
E julgas-te bonita. Perfeita.
Ah sua vaidosa! Não passas de uma menina mentirosa
Com inveja da verdade…
És como nevoeiro transportado pelo caos. Turvo.
Espalhas-te porque não te suportas…
Sustentam-te as lâminas com que te cortas e nem dás por isso
Esvais-te! Mas o teu sangue não é mais
Que o vómito que te corre nas veias.
Alimentas de nojo a multidão que te venera
Sem saber porquê…
És a Deusa da Escuridão e cegos os teus seguidores.
Coitados!
Nem percebem que a tua língua não é mais
Que a raiz ressequida de onde brota fruta azeda!
Em cadência fétida de esgoto
De ti se alimentam vermes, bichos cegos, infectados...
Os habitantes do teu corpo poluído são mulheres…
São homens como eu, como estes que me lêem.
Não, não fales. Cheiras mal!
Tal como a sarjeta da qual fizeste a tua casa. A nossa casa…
Não, não digas nada. Porque as tuas palavras, mortas
Flutuam no caldo podre da tua boca. Da nossa boca…
És como nevoeiro transportado pelo caos. Lento.
Cuidado! Vê onde pões os pés.
Não pises os teus filhos, a cama onde te deitas…
Não abras essa porta! Ainda te vêem nua.
Tapa-te! És feia demais para que te vejam…
Por isso escorregas pelas esquinas escuras
E venenosas das palavras…
Enrolada em véus de línguas bifurcadas…
Miras-te no charco lamacento da tua maldade
E julgas-te bonita. Perfeita.
Ah sua vaidosa! Não passas de uma menina mentirosa
Com inveja da verdade…
És como nevoeiro transportado pelo caos. Turvo.
Espalhas-te porque não te suportas…
Sustentam-te as lâminas com que te cortas e nem dás por isso
Esvais-te! Mas o teu sangue não é mais
Que o vómito que te corre nas veias.
Alimentas de nojo a multidão que te venera
Sem saber porquê…
És a Deusa da Escuridão e cegos os teus seguidores.
Coitados!
Nem percebem que a tua língua não é mais
Que a raiz ressequida de onde brota fruta azeda!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*