tão inimiga de mim...

com as mãos estou escondendo
os olhos com que me vejo
sendo amada ou não sendo
o que vejo,
traz-me sentimento que não almejo
sem graça, nem formosura
tão inimiga de mim
a que vejo é uma tortura
que vai comigo até ao fim
para que não me diga a dor
que de vê-la fica louca
encubro os olhos melhor
e assim menos sou, menos estou
nesta vida que é já pouca.

mudaram-me minhas vontades
e é já vã a minha esperança
escondo-me em mim com saudades
e aceito qualquer mudança

e assim com as mãos escondendo
suspiro imaginando
que a outra, sou eu morrendo
meu coração de aço gritando
deixei há muito a nascente
já no outro extremo estou
antes que a morte me atente
ou em tal desventura me veja
meu rosto emudece, menos sou, 
menos estou...
queira Deus que assim seja!

natalia nuno
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