Naufrágio
Esvaio-me sozinho a um canto do passado
E não é água nem sangue o que de meu corpo escorre
São memórias que fugindo, correm p’ra nenhum lado
Pelo rio da minha alma que enfim se esgota e que morre
Como um estranho sentimento amargurado
Que lentamente pelo presente me percorre
Que por mim passa…, e o que decorre
Afunda-se, enfim, lívido, cansado
De ser no tempo a solidão que o rio sustenta
Ou quiçá o fantasma atormentado
Pela bruma cega que na escuridão inventa
O espírito que sou, alucinado
Se sou só vento, leve-me a tormenta
Esvaído de mim mesmo, naufragado.
E não é água nem sangue o que de meu corpo escorre
São memórias que fugindo, correm p’ra nenhum lado
Pelo rio da minha alma que enfim se esgota e que morre
Como um estranho sentimento amargurado
Que lentamente pelo presente me percorre
Que por mim passa…, e o que decorre
Afunda-se, enfim, lívido, cansado
De ser no tempo a solidão que o rio sustenta
Ou quiçá o fantasma atormentado
Pela bruma cega que na escuridão inventa
O espírito que sou, alucinado
Se sou só vento, leve-me a tormenta
Esvaído de mim mesmo, naufragado.
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