Tempo(de)pendente

Ininterruptas, as horas calcorreiam o
Tempo tão indigente…tão dependente
Alagam toda esta maresia sempre excedente
Mendigando quase esquecida a solidão
Resigna sobre o estrado do silêncio aviltado
Esquecido, envergonhado, quase encabulado
A noite em declínio vertiginoso escorrega
Pelo corrimão do tempo meu confidente até
Adormecer nos braços de uma brisa tão condescendente
Frederico de Castro
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