As concavidades do silêncio

Nas suas muitas concavidades o silêncio
Esconde uma sinfonia de lamentos subtis
São marcas de ilusões mitigadoras e efémeras
Qual surto de muitas tristezas tão endémicas
O tempo trajado de lembranças subornadas
Vicia a memória que se queda quase consternada
São lágrimas desprezadas vivendo ali numa
Bagunça de emoções e palavras sempre resignadas
Frederico de Castro
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