CONCRETAS
Durmo estirado no chão
Fora desse colchão sem graça
Prefiro a pedra fria que me acolhe
Do que a macia espuma que finge que forra meus ossos
Que até aquece mas não me envolve e nem abraça
Descanso num banco de granito
Exposto ao relento na praça
Colado à calçada onde apressado você passa e nem nota
E se apercebe finge que não vê e se olha ainda faz troça
Ou desvia por temor a minha provável ameaça
Balanço na rede dependurada entre o piso o teto e a parede
Por ganchos de anzóis presos ao nada
Parafusados em buchas espremidas em concretas certezas
De que entre o pó do cimento a agua e a areia calcada
Existe apenas a vontade e o cuidado
Em não me soltarem no vazio da palavra
Assim vou ensaiando meu jeito tardio de entender
Que tudo o que faço além e batalho acima da contínua lavra
Permanecerá à flor da terra mesmo que virtualizado
Enquanto esse corpo que já mal ouve e quase nem fala
Cessará sob a lápide somado a qualquer punhado de terra
Mas não diferente do que o amanhã também te espera
-www.psrosseto.com.br -
Fora desse colchão sem graça
Prefiro a pedra fria que me acolhe
Do que a macia espuma que finge que forra meus ossos
Que até aquece mas não me envolve e nem abraça
Descanso num banco de granito
Exposto ao relento na praça
Colado à calçada onde apressado você passa e nem nota
E se apercebe finge que não vê e se olha ainda faz troça
Ou desvia por temor a minha provável ameaça
Balanço na rede dependurada entre o piso o teto e a parede
Por ganchos de anzóis presos ao nada
Parafusados em buchas espremidas em concretas certezas
De que entre o pó do cimento a agua e a areia calcada
Existe apenas a vontade e o cuidado
Em não me soltarem no vazio da palavra
Assim vou ensaiando meu jeito tardio de entender
Que tudo o que faço além e batalho acima da contínua lavra
Permanecerá à flor da terra mesmo que virtualizado
Enquanto esse corpo que já mal ouve e quase nem fala
Cessará sob a lápide somado a qualquer punhado de terra
Mas não diferente do que o amanhã também te espera
-www.psrosseto.com.br -
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Um casal ( a terra e o humano )
Nossa criação humana sempre foi muito bela... desde a formação desta magnifica terra - nada foi criado contra o homem e a mulher... pelo …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael