Triste Parto
Tazim Duvalle
Na cama jaz um silencio mortal,
De repente, gritos, ais e clamores,
Da Esperança, compungida em dores,
Que aflita e torturada, vagueia triste.
Uma mulher serenamente parteja,
Agora de criancinha nos braços,
Com o pai, rendidos ao cansaço,
C’outros filhos, choram, pranteiam.
É o parto de um triste ventre,
Como se vulcão adormecido,
Que lacrimeja águas frias.
Doravante d’almas retidas,
O Anjinho com a mãe ferida,
Quietos, sem fôlegos, sem vidas!
Salinas/MG, 2.003