Lista de Poemas

Vaticínio

Vaticínio

                                                                               Tazim Duvalle



Ontem, estacionado,

vi passar Guiobaldo,

fiquei encabulado,

c’uma coisa, coitado:

Seus dois pés, inchados!

Abruptamente, o brado

do Acauã pr’os lados

da Colina dos acamados!

Me ocorrera o ditado que

“Quando o pé do homem

incha a terra rincha”.

Meu Deus!

Quando será

esse rinchado!




Gangorras/MG, 2.021
384

Louvor de um Serafim

Louvor de um Serafim

                                                                                           Tazim Duvalle


"As moradas eternas
se abrirão
para os que
andaram com Jesus
e venceram a tribulação,
guardando a doutrina,
sendo a Deus fiéis.
E virá o fim das
coisas que são terra;
Siga vigilante quem se alistar,
pois que num instante o Senhor,
buscará os Seus com grande esplendor."


Ouça usando esse link: https://www.youtube.com/watch?v=o2PSq-cDVDA
377

Amentando

Tazim Duvalle

O frio do café me fez
lembrar você,
quente no pensar
quente no fazer,
fumaça de açúcar
com um negro sabor,
a evaporar gotículas
de amor, quente no ar,
com aroma de
amargos grãos de café.
O trago desejável
que aquece o paladar,
que em repetição se esvai,
café, água com açúcar,
regalo cultural que
em goles de paixão,
revelou-se em copo vazio.
E esse demorar,
no repetir doutra dose,
no pensar em repetir. ..
haverá frio e maior
que esse frio não
se igualará, você
café, a esfriar…
Então ,reabasteça meu copo,
e em meu corpo volte a tocar
meus lábios sedentos
desse líquido
quente e viciante,
quero saborear,
na varanda,
no ouvir da chuva,
no ranger de móveis
rústicos,
na vivenda,
aquecendo o meu corpo,
aquecendo o meu ninho,
aquecendo o meu lar.


Salinas/MG, 2.003
514

Truncado

Tazim Duvalle



Seu Dete, conversador,

na padaria entrou,

puxando prosa,

c’o Padeiro desgostou:


_Boa tarde amigão!

_Tarde Senhor!

_Tempão quente!

_ Tem não, tem frio, de ontem.

_ Me vê um pacote de biscoito.

_ Okey.



Discurso encerrado,

Ficara intrigado

com o Padeiro,

se’sse tava emburrado

ou c’o humor truncado.







Salinas/MG, 2003
420

Triste Parto

Tazim Duvalle

Na cama jaz um silencio mortal,

De repente, gritos, ais e clamores,

Da Esperança, compungida em dores,

Que aflita e torturada, vagueia triste.


Uma mulher serenamente parteja,

Agora de criancinha nos braços,

Com o pai, rendidos ao cansaço,

C’outros filhos, choram, pranteiam.


É o parto de um triste ventre,

Como se vulcão adormecido,

Que lacrimeja águas frias.


Doravante d’almas retidas,

O Anjinho com a mãe ferida,

Quietos, sem fôlegos, sem vidas!



Salinas/MG, 2.003
595

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