ANJO SUICIDA
Pedaços caem do céu
despencam a beleza
que a distância dos olhos revelam
Uma gota doce
do pecado concretizado,
uma lágrima amarga
demonstra a dor,
ou cortes profundos
jorrando a vida
mostrando a carcaça da fúria,
um uivo rasga o silêncio
que se evapora com o eco
distante do paraíso,
longe do inferno,
vagando na angústia,
no desespero de entender
que nada é além de nada
e as figuras se misturam
transformando-se em monstros
que o irão assombrar
pela eternidade
A náusea sufocante
é engolida no desespero
da dúvida que o cerca,
a cicatriz eterna
que o acompanhará
por todo o sempre
será angustiante,
aterrorizante,
e as últimas gotas
desse sonho vermelho
estão se esgotando
o ar, já rarefeito,
termina,
insuficiente
para sustentar suas alucinações
nada é como já foi
Um anjo caiu
no vácuo da dor
de entender o mundo
esquecido
naquele banheiro
ensanguentado e apodrecido
ANO: 1999
despencam a beleza
que a distância dos olhos revelam
Uma gota doce
do pecado concretizado,
uma lágrima amarga
demonstra a dor,
ou cortes profundos
jorrando a vida
mostrando a carcaça da fúria,
um uivo rasga o silêncio
que se evapora com o eco
distante do paraíso,
longe do inferno,
vagando na angústia,
no desespero de entender
que nada é além de nada
e as figuras se misturam
transformando-se em monstros
que o irão assombrar
pela eternidade
A náusea sufocante
é engolida no desespero
da dúvida que o cerca,
a cicatriz eterna
que o acompanhará
por todo o sempre
será angustiante,
aterrorizante,
e as últimas gotas
desse sonho vermelho
estão se esgotando
o ar, já rarefeito,
termina,
insuficiente
para sustentar suas alucinações
nada é como já foi
Um anjo caiu
no vácuo da dor
de entender o mundo
esquecido
naquele banheiro
ensanguentado e apodrecido
ANO: 1999
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Tudo nascerá por si só II
Aos domingos nossa rua do bairro fica deserta... fico sentado na varanda observando o silencio e um vento frio - com umidade bem alta. ol…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Um lar.
Minha vida vagueia sobre esta terra a qual tem quinhentos metros quadrados de vivência durante cinquenta e seis anos ... minha alma dói …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Futuras
quando tanto fosse o rumo quanto humano fosse tudo pudesse o futuro nascer das ruas do mundo viés do povo nas lutas havidas construção in…
AurelioAquino
A Saúde .
Olhem bem, e se possível preste bem sua atenção... a velhice em meu país , é encarada como uma mala cheia de roupas estragadas. Principal…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*