JAULAS INVISÍVEIS

Eu queria dormir e acordar com a certeza da incerteza.
Olhar pela janela e ver um mar de desconhecidos,
contemplar a diversidade.
Eu queria que o hoje não fosse igual ao ontem
e muito menos ao amanhã.
Poder sair na rua e me ver diante de infinitas possibilidades,
mas estou preso no estático.
No lugar onde nada muda, apenas deteriora-se.
Onde tudo é previsível
e a única certeza é a do desgaste.
Jaulas invisíveis tornam-se mais sólidas.
A esperança morreu.
Onde o sol nasce por hábito.
Onde o relógio move-se por falta do que fazer.
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