CAOS

Gosto do não sentido que as coisas têm.
Do caos eterno dos seres.
Olhar para alguém e logo perceber seu universo interior,
repleto de angustias e tristezas.
Olho para os animais e vejo seu caos bestial,
tão primitivos quanto antigos cometas estrelares.
Gosto do caos e dele me alimento,
pois sou caminhante das estradas sombrias.
Sinto o gosto do orvalho da manhã.
Me alimento de tudo e ao mesmo tempo de nada.
Sou tudo que não quiseram ser.
Sou tudo o que não foram.
Sou o final.
(Joathã Andrade)
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