ATÔNITO

Olho para o relógio
atônito, confuso.
Convenço-me de que
minha hora já passou.
Ao redor,
as pessoas tem pressa
em um contínuo ritmo:
alucinado, frenético.
No fundo,
alguma esperança
de mudança
Reside juntamente com a descrença.
Não posso deixar de sonhar,
caso isso seja minha essência.
Não quero esperar
a minha hora que já passou.
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