Findava-se outra tarde no horizonte.
Como de praxe, sentei-me no banco da praça
E, aflito, aguardei pela tua chegada.
Meus olhos ansiosos,
Transbordantes de expectativa,
Se inebriavam
E se viciavam
Na visão da esquina da rua
De onde era esperada a vinda tua.
A este sonhador cansado, nada mais havia.
Toda a praça enturvecia.
Ao espreitar os arredores, nada via:
Mesmo quando suspendia o olhar daquela rua
O fazia apenas na esperança de me surpreender
Por, ao retomar o olhar, encontrar tua figura.
O único odor que eu sentia
Era a imaginação do teu perfume...
A rosa ao lado, no canteiro,
De nada me valia. Se é que existia.
Nem mesmo as borboletas, mariposas, aves
Eram mais notáveis
Que as invisíveis joaninhas na relva.
Pois só o que via, ainda que sem ver,
Era tua face ausente.
Estava entorpecido, de peito incontinente.
Nada fazia eu, na praça, senão aguardar.
Esperei, esperei e esperei...
Ricocheteei em meu coração
Inúmeras vezes
A expectativa
De te ver virando aquela angustiante
Esquina.
Nem vi o Sol partir.
Nem vi a primeira estrela surgir.
Nada vi. Nem a mim mesmo.
Nem sequer a ti.
Então, pensei: “Não vem”.
Contentei-me de exausto.
Recolhi meu lamento em silêncio
Levantei-me
E fui-me embora
Incônscio
De toda a praça
– Joaninha, ave, borboleta,
Poente, estrela...
– Quais por cego estar
De tanto aguardar
Desperdicei.
Deixei passar.
Como de praxe, sentei-me no banco da praça
E, aflito, aguardei pela tua chegada.
Meus olhos ansiosos,
Transbordantes de expectativa,
Se inebriavam
E se viciavam
Na visão da esquina da rua
De onde era esperada a vinda tua.
A este sonhador cansado, nada mais havia.
Toda a praça enturvecia.
Ao espreitar os arredores, nada via:
Mesmo quando suspendia o olhar daquela rua
O fazia apenas na esperança de me surpreender
Por, ao retomar o olhar, encontrar tua figura.
O único odor que eu sentia
Era a imaginação do teu perfume...
A rosa ao lado, no canteiro,
De nada me valia. Se é que existia.
Nem mesmo as borboletas, mariposas, aves
Eram mais notáveis
Que as invisíveis joaninhas na relva.
Pois só o que via, ainda que sem ver,
Era tua face ausente.
Estava entorpecido, de peito incontinente.
Nada fazia eu, na praça, senão aguardar.
Esperei, esperei e esperei...
Ricocheteei em meu coração
Inúmeras vezes
A expectativa
De te ver virando aquela angustiante
Esquina.
Nem vi o Sol partir.
Nem vi a primeira estrela surgir.
Nada vi. Nem a mim mesmo.
Nem sequer a ti.
Então, pensei: “Não vem”.
Contentei-me de exausto.
Recolhi meu lamento em silêncio
Levantei-me
E fui-me embora
Incônscio
De toda a praça
– Joaninha, ave, borboleta,
Poente, estrela...
– Quais por cego estar
De tanto aguardar
Desperdicei.
Deixei passar.
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