rio de solidão...
caíu a lua nas águas do rio
cobre-se de claridade o dia
ainda o inverno espalha o frio
fica o dia coalhado de nostalgia
os sonhos não fizeram ruído
perderam o sentido, também a cor,
no corpo passou o desejo
por ti e, por mim, amor,
o coro das águas são de fina língua
enquanto bailam descendo o açude
e os nossos rostos morrendo à míngua
já nada há que os faça voltar à juventude,
a vida é tão fugaz,
tudo ficou para trás,
tudo é lembrança
longínqua do que se viveu
só o amor persistiu e não se perdeu.
assisto ao amanhecer que se levanta
e traz alguma claridade,
e nostalgia tanta
que suspiro de saudade...
giram os cata ventos
eternamente vão girando
tal qual meus pensamentos
que a brisa da madrugada foi levando
e nesta dor que dói sem descanso
vou olhando o pranto do rio
ainda o inverno espalha o frio.
mostra-me onde está a saída!?
não quero ouvir mais o pranto!
quero sentir-me protegida
por ti, a quem amo tanto.
natalia nuno
rosafogo
cobre-se de claridade o dia
ainda o inverno espalha o frio
fica o dia coalhado de nostalgia
os sonhos não fizeram ruído
perderam o sentido, também a cor,
no corpo passou o desejo
por ti e, por mim, amor,
o coro das águas são de fina língua
enquanto bailam descendo o açude
e os nossos rostos morrendo à míngua
já nada há que os faça voltar à juventude,
a vida é tão fugaz,
tudo ficou para trás,
tudo é lembrança
longínqua do que se viveu
só o amor persistiu e não se perdeu.
assisto ao amanhecer que se levanta
e traz alguma claridade,
e nostalgia tanta
que suspiro de saudade...
giram os cata ventos
eternamente vão girando
tal qual meus pensamentos
que a brisa da madrugada foi levando
e nesta dor que dói sem descanso
vou olhando o pranto do rio
ainda o inverno espalha o frio.
mostra-me onde está a saída!?
não quero ouvir mais o pranto!
quero sentir-me protegida
por ti, a quem amo tanto.
natalia nuno
rosafogo
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