Eduardo Padial

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Poesia do Mar Imperfeito

Os ventos antigos ainda respiram à toa.

Será que as estrelas já não se lembram deles?

As velas que procuram terra sabem

que o infinito é feito de areia passageira.

Não há chegada, somente o caminho se alonga,

e o sal nos lábios queima feito um destino,

é o sulco aberto pela quilha. 

O castigo não é a morte que nos separa,

mas o círculo eterno: vento e água,

vento e água, até que o próprio nome se desfaça.

E o barco — sempre o barco — persiste em seu giro,

tecendo espirais neste mar imperfeito.


 

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Poesia do Mar Imperfeito

Os ventos antigos ainda respiram à toa.

Será que as estrelas já não se lembram deles?

As velas que procuram terra sabem

que o infinito é feito de areia passageira.

Não há chegada, somente o caminho se alonga,

e o sal nos lábios queima feito um destino,

é o sulco aberto pela quilha. 

O castigo não é a morte que nos separa,

mas o círculo eterno: vento e água,

vento e água, até que o próprio nome se desfaça.

E o barco — sempre o barco — persiste em seu giro,

tecendo espirais neste mar imperfeito.


 

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