Abominação
Abominação
Abomino o ódio e a farsa
O álcool, o vício e a droga
Corrupção e o comparsa,
A mentira de quem roga
Com maldade radicada
Dentro do seu coração.
Abomino a força espada
De quem não tem compaixão
Abomino a hipocrisia
Fingimento, falsidade
A erótica pedofilia
E a falsa dignidade
Abomino a impunidade
Crueldade, selvageria
A fraude, deslealdade
Simulação, velhacaria
A trapaça e a má-fé
Abomino a mercancia
Daqueles que vendem a fé
Aonde mora a *agnosia.
Abomino a injustiça
Ínsita e pertinaz
Como abomino a cobiça
Pelo mal que ela nos traz
Abomino o que não presta
Torpeza, desonestidade
E de tudo o que me resta
É o amor à humanidade
São Paulo, 08/08/2012
Armando A. C. Garcia
*ignorância
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Perimetral
Perimetral
Se és capaz de maltratar
Quem da vida nada tem
Também podes suportar
O peso do meu desdém.
Ó Deus da eterna glória,
Do saber e da justiça
Leva teu filho à vitória
Nos liames desta liça
Não o desampares agora
Quando de Ti, mais precisa
Socorre-o sem demora,
Antes que perca a camisa
A fé, por Ti, descortina
És sua âncora de esperança
Dissipa-lhe a neblina
Que lhe tira a confiança
Senhor, ó Rei da glória
Deste mundo sofredor
Tu, julgarás a pretória
Que julga o mundo a "priori"
Teu julgamento isento
Das vicissitudes terrenas
Não aceita argumento
Estes, são do mundo apenas
No imenso caos do abismo
Na escuridão mergulhados
Pagarão pelo cinismo
Ao serem por Deus julgados.
São Paulo, 03/08/2012
Armando A. C. Garcia
"(do latim, "partindo daquilo que vem antes")
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Translação
TRANSLAÇÃO
No rude tear da minha poesia, tecerei versos
Continuarei a conjugar, ainda que imperfeitos
E na translação, tirando o sossego das letras
Ignorando métrica e rima, caminho anverso
Dando ensejo ao eco que guia os meus feitos
Espargindo fragrância nas mal dedilhadas letras
Ignorando condimentos e ou, comedimentos
Meus versos são razão, princípio, fim e meio
A metáfora, na qual se interliga a palavra
Levando no auge dos versos pensamentos
Exteriorizando o estado de alma e o anseio
Da luta incessante que com a emoção se trava
Entre impulsos incontidos, abismo desconhecido
Versos que escrevo, com palavras e alma nua
Nos sonhos, nos sentidos que transbordam em meu ser
Vou tecendo uma teia, de notas em sustenido
Desejando veementemente que se conclua
A poesia que a primeira letra o papel viu nascer.
São Paulo 14/09/2006 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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CRIANÇA, TOMA CUIDADO (Infantil) (Com a Pedofilia)
CRIANÇA, TOMA CUIDADO (Infantil)
(Com a Pedofilia)
Criança, presta atenção
Naquilo que vou falar
Tem muito espertalhão
Querendo te abocanhar
É o lobo mau da historinha
Só que, em figura de gente
Criança, seja espertinha
Não sejas tão inocente
Criança, toma cuidado
De estranhos.Não aceites
Doces, bolacha ou salgados
O lobo, com esse deleites
Visa estraçalhar você.
Criança, toma cautela
O pedófilo é jacaré
Não quer que sejas donzela.
Nem um aperto de mão
Ou um elogio sequer
A sua má intenção
Está querendo esconder
Se pedófilo te abordar
Criança, toma juízo
Nem pares pra conversar
Que ele promete o paraíso
Chama a Polícia depressa
Antes que ele te faça mal
Brinquedos, são vil promessa
De uma troca desigual...
Se tu fores abordada,
Com proposta desonesta
Dá-lhe grande bofetada
E cospe na sua testa .
Aos Pais:
Quem ama toma cuidado
Com aquilo que o filho faz
Não deixe a vigília de lado
Às garras do satanás
Quem ama, toma cuidado
Alerte seu filho também
Não deixe que um desgraçado
Faça mal, a quem quer bem.
São Paulo, 21/07/2008
Armando A. C. Garcia
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TEXTO DE UTILIDADE PÚBLICA - POR FAVOR, REPASSE-O
FOI DEUS
FOI DEUS
Quem deu perfume às flores
E encheu de estrelas os céus
Quem, fez as nuvens maiores
Que as andorinhas, foi Deus.
Quem fez os rios e os montes
E o sol p ra nos aquecer
Quem pôs a água nas fontes
Foi Deus! não vá esquecer...
Quem fez oceanos e mares
Estrelas no firmamento
Dentre as coisas basilares,
Deu-nos fome e alimento
Quem deu vida ao pensamento
E a vida encheu de ilusões
E ao coração sentimento
E aos sentimentos, paixões
Quem fez a noite e o luar!
E o infinito dos céus
A imensidade do mar
E o mundo inteiro, foi Deus.
São Paulo,22/03/1965 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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O homem, esse Ser enigmático
O homem, esse Ser enigmático
O homem, esse Ser enigmático
Difícil de compreender, caricato
Por vezes, também carismático
Ao ponto de em casa, ser ingrato
O homem, busca nas realizações
Alcançar um objetivo real
Mas as sucessivas oscilações
Vão tornando sua vida abissal.
O homem, esse Ser inteligente
Na ciência descobre conhecimento
E da história, não fica ausente
Na lógica e na moral seus pensamentos
Traçam normas à conduta humana
E busca na verdade os fundamentos
São Paulo, 20/12/2019 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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Forças da Afeição (soneto)
Forças da Afeição
De vis amores tenho a alma consumida
Contingência de dedução de razões
Que exsurgem na mente tão sofrida
Olhando a fria noite, sem opções
De tantos amores o que me resta agora
Senão desilusão, descontentamento
Por ter experimentado, o que foi bom, piora
Ante a solidão, aumenta o meu tormento
Quem não sofre, sem o mal de si ausente
Por mais rara que seja tal ironia
Nunca saberá o que minha alma sente
No sentir noutro amor, noutra esperança
O doce tempo que a saudade faz lembrança
Hoje caduco, débil, cheio de agonia.
São Paulo, 08/05/2005 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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SERÁ ! ... (soneto)
SERÁ ! ...
Pé ante pé, com o coração partido
Fui até ti, para dar à vida outro sentido
Porém, ignoraste, será que pensaste
Está velho... não passa de um traste!...
E sem resposta afirmativa ou negativa
Continuas lado a lado em minha vida
Mal suportas a presença indefinida
Aguardando o despojo da partida
Aquilo que foi amor, forte paixão
Hoje virou vida sem definição
Perdidos os sentimentos de carinho
Segues hoje a trilha de outro caminho
E eu, sofro o amargor do teu desprezo
Até o dia em que feliz parta coeso
São Paulo, 25/04/2005(data da criação)
Armando A. C. Garcia
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A Minha Terra no Inverno
A Minha Terra no Inverno
Caíam bolotas e folhas dos carvalhos
Dos carrascos e, também, das azinheiras.
As rubras azeitonas das oliveiras,
Batidas pelo vento, secas dos orvalhos.
Despencavam dos ouriços as castanhas.
Gemiam os zimbros, bramiam os lobos
Que, em dias de neve, desciam aos povos
Famintos. Abandonavam as montanhas.
A noite, numa escuridão sepulcral,
Entrecortada, pelos raios dos trovões.
Mostrava as copas das árvores, nos clarões,
E, os penedos recortados vertical.
O musgo e a hera, trepando em rochas quedas
E, os galhos secos das figueiras nuas,
Homens andando por veredas e ruas
De velhos muros, repletos de azedas.
Os campos desertos, arroteados
Onde, crescem os carvalhos e sobreiros,
As montanhas, as colinas e outeiros
Têm no sulco a rabiça dos arados.
São Paulo 18/05/1964 (data da criação)
Armando A. C. Garcia
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VISÃO DO FUTURO (soneto)
VISÃO DO FUTURO
Avancei minha janela do tempo,
Projetei minha visão no futuro !
Visualizei não um mero passatempo...
Mas sim um porvir ainda muito duro !
Não foi bom ter ultrapassado a janela
O preço que se paga pela inobservância
Às regras imutáveis de nossa estrela
É um pesadelo na alma, que causa ânsia.
Significou minha grande decepção
Ter cruzado as fronteiras invisíveis
Quisera eu, não tê-las ultrapassado.
Teria afastado este fantasma do meu lado.
É no que dá, querer metas impossíveis...
Carregar medo e uma grande frustração.
São Paulo, 19/05/2005(data da criação)
Armando A. C. Garcia
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