Sinto-me um beija-flor num jardim de plástico Beijando a falsa flor carente sem me contentar, Meu pensamento sob efeito elástico, Vaga sonso e volta tolo pro mesmo lugar!
Na ilusão de encontrar o néctar da flor real, Disparo-me em voos rasantes e suicidas sem temer a dor Consciente de que a dor carnal; Faz menos mal que a dor de amor!
José do Carmo Alves, nasceu no dia 28 de outubro de 1962, na cidade de Inhapim, MG, onde viveu até os onze anos. Com o falecimento do pai, mudou-se com a mãe e com mais quatro irmãos para a cidade de Barra Mansa, RJ, onde teve seu primeiro contato com a arte, através do teatro amador, tendo se destacado como autor e diretor de inúmeras peças. Escritor e compositor, o autor é membro do GLAN-Grêmio Literário de Autores Novos de Volta Redonda; do GREBAL - Grêmio Barramansense de Letras; e do CCB - Clube dos Compositores do Brasil. Conheça melhor esse artista lendo suas poesias e ouvindo suas composições musicais, que falam de amor, amizade e da vida.
Sinto-me um beija-flor num jardim de plástico Beijando a falsa flor carente sem me contentar, Meu pensamento sob efeito elástico, Vaga sonso e volta tolo pro mesmo lugar!
Na ilusão de encontrar o néctar da flor real, Disparo-me em voos rasantes e suicidas sem temer a dor Consciente de que a dor carnal; Faz menos mal que a dor de amor!
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AMOR SEM JUÍZO
AMOR SEM JUÍZO
Tasca-me um beijo molhado e escandalizado, de altíssimo teor alcoólico! Lança-me o teu lábio de vinho Imediatamente ao mergulho em taça, E que partículas tintas, em toneis envelhecidas, Permita-me degustar a acidez da uva outrora pisoteada!
Mostra-me toda raça feminina, Toda graça e meiguice de menina! Suplica-me um ápice nem nunca visto, nem nunca sentido, Beijos roxos, cristalinos, evolventes! Uma embriaguez planejada, explosiva, desejada!
Vá! Atire-me o teu olhar de malícia, Exercite a cobiça que existe aí dentro. Crava na minha carne suas garras, E depois, Depois, deslize o teu beijo molhado na minha cara! Deixe-me tonto!
Embriaga-te igualmente nessa aflição desenfreada E não temas os olhares alheios. Não te iludas às filosofias medíocres, Nem aceite conselhos de gente “normal”. Eu te ofereço e prometo olhos fechados, Mãos dadas, estradas, Corações ligados sem pensar no amanhã.
Sim, o depois não interessa, o sofrer não interessa! Pois, só quem já viveu seus amores, Normais como eu, É quem sabe quantas dores, já sentiu e já sofreu! Rebelar é preciso! Viver sem culpas, um amor irresponsável, Um amor sem juízo. Sem rima, sem nada! Só amor!