MarcelBeliene

MarcelBeliene

n. 1998 -- --

n. 1998-03-30, São Fidélis

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Gaiola

I

Voe, grande amigo, pr'o mundo que lhe aguarda!

Não se prenda aí, porque ainda a Terra gira

E há tanto o que ver! Muito mais do que antes vira,

Tão cativo, nesta gaiola da mentira

Onde sempre pôde sair, mas nunca o tentara...


É pois muito certo dizer que a liberdade

Traz tanto prazer, quanto risco. Sem bonança!

Não há lugar tão alto, pois também descansa,

Que um atirador com uma bala não alcança;

Pois o homem revela-se mesmo é na maldade.


II

Vá, e para o mundo será exemplo, espelho.


E eu, na minha jaula, estou cada vez mais velho...

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Poemas

3

Felicidade Estática

Por que sorrir na foto?

Será que estou feliz de fato?

Há pouca alegria no mundo

para tanto

Porta

Retrato.

120

Poema Semipermeável

Fim da madrugada.

Ando pela rua fechada, tudo fechado.

Não há vagas!

Não há vagas!

Não há vagas!

Não me importo.

sinto cheiro de pão

sinto cheiro de pão e de fome

tem uma padaria no final da rua

ando mais um pouco e olho lá para dentro

o sorriso familiar me avisando que o pão com mortadela é cortesia da casa


89

Gaiola

I

Voe, grande amigo, pr'o mundo que lhe aguarda!

Não se prenda aí, porque ainda a Terra gira

E há tanto o que ver! Muito mais do que antes vira,

Tão cativo, nesta gaiola da mentira

Onde sempre pôde sair, mas nunca o tentara...


É pois muito certo dizer que a liberdade

Traz tanto prazer, quanto risco. Sem bonança!

Não há lugar tão alto, pois também descansa,

Que um atirador com uma bala não alcança;

Pois o homem revela-se mesmo é na maldade.


II

Vá, e para o mundo será exemplo, espelho.


E eu, na minha jaula, estou cada vez mais velho...

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