Marcos Costa e Silva

Marcos Costa e Silva

n. 1980 BR BR

Sou Físico, fumo café e bebo cigarro, durmo pouco, sonho muito, entendo que por cada minuto que fecho os olhos, perco sessenta segundos de luz.

n. 1980-11-26, Ouro Preto

Perfil
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O inexorável Passar do Tempo

O inexorável Passar do Tempo


No fim de tudo

Nem tudo o tempo levará

Ficará o que há de mais leve

Leve, leve brisa do mar

Ficará a palavra

Os versos

E o acariciar.

No fim de tudo

Nem tudo ficará.

Mas ficará seu cheiro pela manhã em seu doce acordar.

Pois, no fim de tudo, nem tudo ficará.


(Marcos Costa e Silva)

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Poemas

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O inexorável Passar do Tempo

O inexorável Passar do Tempo


No fim de tudo

Nem tudo o tempo levará

Ficará o que há de mais leve

Leve, leve brisa do mar

Ficará a palavra

Os versos

E o acariciar.

No fim de tudo

Nem tudo ficará.

Mas ficará seu cheiro pela manhã em seu doce acordar.

Pois, no fim de tudo, nem tudo ficará.


(Marcos Costa e Silva)

346

Titereiro do Tempo

Invadido pela paz

Confrontado pelo destino

Limitado pelo espelho

E ainda louco pela vida

Elejo moinhos e ergo lança contra o vento.

Titereiro do tempo,

de dedos cansados

cordas frouxas

tempo a correr...solto!

(Marcos Costa e Silva)

303

Amor ao Acaso

Leve, leve, mais que leve,

Mais que um vento, uma prece,

breve breve pouco reze

Seja leve antes que o tempo pese

260

Bulício Agudo

Foi na mais tenra idade

que a poesia veio me (ch)amar

Não sei de onde veio

Do inverno, do frio ou dos seios.

Não sei como nem quando

Só sei que veio

Não, não eram vozes

Não eram palavras

Era o mais absoluto silêncio

267

Conselho

Seja o que flor,

não se despetale.

Sobre o amanhã,

o hoje nada vale!

275

Sorte ao Acaso

Inconformados e prisioneiros

procuramos o outro

o outro lado

uma outra vida

e nessa inquietação algo se liberta

rompe-se as grades e, de tal maneira,

a vida segue em toda sua racionalidade

a dar de ombros ao impossível.

Surpresa!

285

Sem Preço

A liberdade, meu caro Sancho,

vai além de um pedaço de pão e uma partida de futebol.

À liberdade, querido Pança,

nada se iguala,

nem os tesouros guardados em terra

tampouco nos abismos do mar.

396

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