Mornas eram as tardes em que te amava, Entre cálidos beijos com sabor de verão. As brisas leves ao passar anunciavam Esse tempo, marco maior da nossa paixão.
Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar? Segundos correndo atrás de segundos... Não sabem dos amores que como o tempo, Transformam os corpos amantes em vultos?
Restou somente em nossas memórias, Um sonho que poderia ser eterno... E como doce lembrança, sobrevive, Ao gélido sopro do amor no inverno.
A paz pode ser apenas olhar o céu. Pode ser o som do mar no quebrar das ondas, pode ser o voo do pássaro, pode ser a gota da chuva que cai e brinca ao desenhar no chão seco...
A paz pode ser um ombro abrigo, o calor de um abraço, o contágio de um sorriso, uma palavra amiga, aquela se ouve bem na hora certa...
A paz pode ser ficar, pode ser partir, pode ser um aceno de adeus ou um agitar de mãos que querem dizer: Olha, cheguei, estou aqui! A paz pode ser o caminhar inseguro de uma criança ou o andar apressado que quer chegar ao momento certo.
A paz pode estar no tempo, pode estar no espaço, pode estar na convivência ou mesmo na ausência. A paz pode ser branca, ou colorida quem sabe? Pode estar vindo do sul, do leste, do alto ou bem do fundo, talvez do fundo da alma.
A paz pode estar no sim, ou não? O “talvez”, talvez nos dê mais tempo para encontrar a paz. é... talvez sim, talvez não. A paz pode estar na esperança de vida ou na espera da morte. Pode estar na sorte, pode até ser forte ou sempre apontar para o norte... Quem pode saber?
A paz pode conter, pode estar contida, pode ser indolor ou pode até ser doída, mas se for paz, ser desejada, querida... Pode ser um caminho ou mesmo um fim, pode estar em você, pode estar em mim.
Pode fugir, correr, se esconder, tal qual o menino que brinca nas ruas, pode ser de alguém, pode ser sua, pode ser tudo ou até nada ser.
Pode ser encontrada, pode ser perdida. Pode ser odiada, amada, desejada ou mesmo desprezada, só não pode quando se tem, deixar de ser vivida...
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Ela tem
Ela carrega no olhar, O que poucas pessoas tem: Um certo "que" de magia Mística, como ninguém!
Tem no olhar penetrante A espada, que mata o dragão! E nos olhos tão profundos, Um mundo de amor e paixão.
Reflete naqueles olhos Um jeito mulher de ser. A força de quem já sabe, Quanto vale um bem-querer.
Ela tem nos seus cabelos, O toque e o perfume das rosas. Os fios encaracolados, Que a deixam assim vaidosa.
O negro tom, tão sereno, A torna linda, sem par! Seu jeito assim, natural... É de se admirar!
Dá vida aos seus cabelos, O movimento das brisas. Que reflete o frescor, de sua pele, tão lisa.
Ela mostra no sorriso, O brilho nascido no Sol. No entreabrir de seus lábios, As pétalas de um girassol.
E ela sorri tão lindo, Que meu coração quase chora... E por outro sorriso, Pede, clama, implora!
Ela possui ao sorrir, Um dom: transmitir a calma! Deixa minha vida bonita, E enternece minh'alma...
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Por que?
Por que esconder aí dentro do peito esta flor que desponta, criança ainda? Por que não dizer, disfarçar desse jeito, aquilo que cresce de forma tão linda?
Por que omitir, resguardar-se do que? Nada é mais puro nesse momento. Por que não viver, na totalidade o mundo que explode neste sentimento?
Por que insistir em trocar toda hora A beleza do sim, pelo escuro do não? Por que negar ao mover os seus lábios aquilo que vive em seu coração?
Por que não dizer, por que esperar? Viver é tão bom, mas passa ligeiro. Por que se calar e ficar com tão pouco Daquilo que pode ser seu, por inteiro?
Por que não falar, gritar para o mundo Aquilo que quero, espero e reclamo... Deixar escondida essa frase infinita, por que não dizer, simplesmente: Eu te amo!
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Reflexões
Então disse: - Olá! Foi um segundo que representou um século, uma existência. Um simples aperto de mãos transmitindo toda ansiedade...revolução do íntimo... Não era o normal, não era o casual, impunha-se o especial. Pulsavam as sensações no peito, debatiam-se o sentimentos em uma mistura heterogênea de inquietação e felicidade.
Então disse: - Te amo! Foram palavras que saíram do coração e se transformaram em brados ressonantes, em hinos, em gritos suplicantes... Poder de querer e sentir, domínio da alma, paz do refúgio, corrente de águas límpidas que renovava a existência. O amor explodia, feria, rasgava, dilacerava e queria mais, muito mais...
Então disse: - Te quero! Emoções incontroláveis que vibravam os pensamentos. Tormentos, desejos irrefreáveis e incompreensíveis. Coisa de corpo, de pele, de estar, de sentir! Desejos de posse, sonhos de ícaro, conquista do irreal, querer místico onde tudo é muito pouco...
Então disse: - Espere! Torturas da vida, confusões de sentimentos, dificuldade em compreender. O ontem se sobrepondo ao amanhã e sufocando o hoje!Lembranças incontidas, lágrima da dor, morte das paixões... O Eu avolumando no peito, dominando, queimando, reinando. A dúvida de quem não soube, o caminho de quem nunca esteve...
Então disse: - Adeus! Quase um sussurro, voz frágil e comprimida, tremor de mãos... Sentido de vida que foge de si mesmo, esperança de acordar, anseios confusos de quem quase morre. Encruzilhada criada pelo existir, pondo em prática o impraticável, determinando o indeterminável, solidificando o insolidificável... Sentido de quem nunca foi...razão de quem nunca quis...
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Destino
Não, por favor não me leves, Não me leves, não me faças ir! Assim suplicava a flor, Me deixe, não quero partir.
Não tires o ar que respiro Que brota aos pés destes montes, Regados de frutos silvestres, E a seiva que brota das fontes...
Eu amo este céu que vislumbro, Do qual conheci cada estrela Eu quero o clarão desta lua, Pois nunca me cansei de vê-la!
Mesmo arrancada do solo Que sempre me forneceu vida Não quero deixar a paisagem O verde da terra querida!
Não chore, assim respondeu A chuva, que ouvia a flor. Agora, pertences ao mundo, Serás o remédio da dor.
Serás eterna, eu garanto! E esteja lá onde for, Sempre estarás entre nós, No aroma eterno do amor.
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Somos
Em que se sinta a relevante sintonia de pensamentos Pelos quais e por muitas vezes nos confundimos em apenas um, Restam guardados resquícios de desejos, não satisfeitos, natimortos, Das frações do tempo que não desfrutamos em comum.
Por descuido, por dormência, até mesmo por costume, Olhamos para o objeto, ignoramos o lume, Ficamos apenas absortos, perdidos em reflexões. Preocupam-nos a existência dos fatos, preocupa-nos as procedências, Escapam-nos os motivos, despercebemos as razões.
582
Tarde em mim
Tarde, crepúsculo da existência Por do sol das esperanças... Nuvens douradas que demarcam os horizontes e enfeitam o limite entre sonhar e viver.
Tarde, momento de reflexão, Aviso de noite. Tênue brilhar da luz da vida, expectativa de silêncio, espera de fim.
Tarde no coração, na razão. Olhos fixos no espaço... Linha já visível do limite do tempo. Dia que ficou, lembranças das manhãs...
Tarde que traz as saudades de quem olha para trás. Visão de passos desconcertados, Caminhos de muitas voltas, incertezas, ilusões...
Tarde, certeza de noite, incerteza de um amanhã, nostalgia, misto de solidão e calma. Paz do realizar, fogo do desejar Brisa que alenta o frio que congela a alma.
Tarde, alquimia das paixões, Brasas perenes do amor... Promessa de cinzas...testemunha dos fatos... Juíza implacável da verdade!
541
Saudade
Dor que meu peito invade, Angústia, ansiedade... Tantas coisas se resumem Em uma palavra: Saudade!
Saudade, dor por não ter Não ver, não poder tocar. Esse aperto no peito, Que não tem como explicar.
Saudade, intensa agonia, Que inunda o coração. É um querer ir embora, Que não justifica a razão.
Saudade, quanta vontade Em fazer acontecer... Sentir, dentro do abraço, Aquilo que não pode ter.
Saudade, tormento da ausência, Que os sentimentos alcançam. É morte, brincando de espera É vida, buscando esperanças.
612
Sobrevoo
Eram deuses no templo aceitando oferendas... Eram retas no espaço, sentidos opostos Eram poses nas fotos, eram mares, eram rios... Eram vidas unidas, eram mundos vazios... Seja o gado estourado, seja a queda da água, Seja o sol de amanhã, seja o pouco do nada Seja o tudo do pouco, seja o quase do fim Seja o são, seja o louco, seja um pouco de mim... Tão distante do perto Tão igual ao espelho Tão real quanto incerto Tão sutil... qual guerreiro... Mostre a uva do vinho, mostre a pedra do tombo Mostre o ramo do ninho, mostre o reio no lombo, Mostre o não que consente, mostre o sim que proíbe, Mostre a dor que se sente, mostre a mão que agride. Segue o raio da luz, pegue a sombra da ave, Ouça o grito que dói, o fim da eternidade... Segue o instinto felino, seja a fome da fera Siga em frente, caminhe, seja a pedra que espera.
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Tão somente, o amor.
Eu dei amor, eu sei E mais do que poderia, Foram anos de mera ilusão Amei a quem não deveria.
E mergulhei na paixão, De olhos vendados, no escuro. Mas tampouco sabia, Que a perfídia existia... Eu era jovem, tão puro.
Só que a vida, essa bandida, Guardava em seu coldre a insídia, Arma letal, fulminante. Fui seu alvo preferido Aqui, no peito atingido. Um só disparo e os sonhos, Morreram no mesmo instante.
Não pode o amor, esquecer Que a insídia é fatal! A confiança, se cega Mata o amor, que devia, Ser para sempre! - Imortal!
E o que resta da vida É o que teremos dos dias, Que intermináveis se seguem. Dias onde a solidão, bate no coração, Mesmo que os olhos a neguem.
Ensino: cuidado com o amor! Mesmo lindo é traiçoeiro! Penetra em seu coração e te possui por inteiro.
Não há defesa no mundo Que possa impedir esse ataque, Pois é nosso coração, O objetivo do saque!
O amor nasce lá dentro, Cresce e declara domínio, Toma este território E nele constrói o seu ninho.
Passamos a ser prisioneiros, Reféns desse sentimento... Amor, doce amargura! Amar, sublime tormento!
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime