A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

n. 1950 BR BR

Natural de São Paulo.Nascido a 07 de março de 1950.A poesia não é um potro selvagem que possa ser laçado e domado. Poesia é alma. Alma de passarinho.

n. 1950-03-07, São Paulo

Perfil
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Alquimia do tempo


Mornas eram as tardes em que te amava,
Entre cálidos beijos com sabor de verão.
As brisas leves ao passar anunciavam
Esse tempo, marco maior da nossa paixão.

Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar?
Segundos correndo atrás de segundos...
Não sabem dos amores que como o tempo,
Transformam os corpos amantes em vultos?

Restou somente em nossas memórias,
Um sonho que poderia ser eterno...
E como doce lembrança, sobrevive,
Ao gélido sopro do amor no inverno.
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Biografia
Natural de São Paulo.
Nascido a 07 de março de 1950.

Poemas

31

Candelabro

 

Que se tenha por utopia estar amando

Enquanto os braços do sofá limitam os corpos.

Dá-se ao salão o direito ao espanto

Da escuridão mórbida à frágil luz do encanto.

 

Espreguiça-se no chão o vil tapete, 

No silêncio onde crepitam carvões

E imitam o que arde dentro ao peito, 

Na loucura onde crepitam corações.

 

Tinge a lua de luar toda a varanda, 

Baila a cortina enquanto canta a brisa

E apaga a luz do candelabro.

 

Na penumbra se esbarram sussurros, 

De um grito ao gentil murmúrio, 

Qual prisioneiros em um porão macabro.

257

Candelabros

 

Que se tenha por utopia estar amando

Enquanto os braços do sofá limitam os corpos.

Dá-se ao salão o direito ao espanto

Da escuridão mórbida à frágil luz do encanto.

 

Espreguiça-se no chão o vil tapete, 

No silêncio onde crepitam carvões

E imitam o que arde dentro ao peito, 

Na loucura onde crepitam corações.

 

Tinge a lua de luar toda a varanda, 

Baila a cortina enquanto canta a brisa

E apaga a luz do candelabro.

 

Na penumbra se esbarram sussurros, 

De um grito ao gentil murmúrio, 

Qual prisioneiros em um porão macabro.

54

Passagem

Na infância é nascente, Água que brota do chão, 
de forma límpida e fluente, que se sorve com as mãos.
Na juventude é ligeira. Cai como cachoeira 
mas não dura a vida inteira, só o tempo de uma paixão.
Na velhice, lago sereno. De placidez constante,
onde sopra o vento ameno que eterniza o instante.
Tempo de sentir a chuva e a brisa que enxuga o rosto, 
De olhar o nada e ver tudo. De sentir paz, ou desgosto.
 

189

Ainda que tardia...

AH! Essa tal sociedade
Que me toma a liberdade
Como fosse um forte grilhão
A cercar-me os tornozelos

Faz-me escravo de  zelos
Pelo que é certo, ou errado, 
Parâmetros delimitados
Para causar-me flagelos!

Abra as asas, vida minha!
Pois se faz tarde, em verdade, 
No pouco tempo em que resto.

No topo de qualquer colina, 
Inflar-me da brisa divina
Que da insanidade, empresto!

132

A cartilha do amor.

Amor não se faz. Amor se sente.
Amor não se pede. Amor se tem.
Amor não se dá. Amor se usa.
Amor não recebe. Amor se entrega.
Amor não se paga. Amor é doação.

Aprende-se a amar com o tempo.
Ele ensina a ver, a sentir, a querer.
O tempo solidifica as ilusões e esculpe o amor.
E o amor nos faz viver em renúncia.
Faz com que esqueçamos de nós, nos subordina.
O amor aprisiona, condena e executa.

O amor, nos aproxima de Deus.
 

299

Primaverar

 

 

Primaverar

 

 

E eis que desponta setembro, e com ele despontarão novas esperanças, como as flores da primavera. No passado ficarão o frio, as amarguras, os dissabores, as desilusões.

Os cobertores e agasalhos que como escudos nos protegiam, agora nos libertam e a brisa que congelava nossos corações agora acarinha nossa pele e se faz desejada como uma carícia quase esquecida no tempo.

E novos sonhos florescerão como rosas, flores do campo, magnólias, bougainvilleas multicoloridas e nossos caminhos se abrirão como canteiros em flor.

Vem chegando a primavera. Deixe que ela adentre o seu coração e nele faça florescer o amor. Seja flor, seja amor, seja o aroma da paz. Viva na plenitude nessa estação.

Foi ela que a vida escolheu para nos mostrar que sempre é tempo de recomeçar, de fazer melhor, de olhar tudo de belo e grandioso que a vida pode nos mostrar.

Feliz primaverar!

 

A poesia de JRUnder


 

257

Para cantar o amor.

 

Para cantar o amor, embriaguei-me na fonte dos desejos,

Sorvi da luz da lua, até que a última gota de luar se esvaísse na noite...

E despertei em um alvorecer perene... Embebi-me em olhares românticos

E deixei-me bronzear por abraços calorosos.

 

Para cantar o amor, cobri-me com mantos trançados com fios de esperança,

E desliguei-me do passar do tempo, para imortalizar o momento.

Transformei cada saudade em novas ilusões, para que florescessem como realidades virtuosas 

e carregassem as cores da primavera.

Para cantar o amor, sonhei.

224

Assim como as águas

 

Na infância é nascente,

Água que brota do chão.

De forma constante, fluente

E que colhemos com as mãos.

Na juventude é ligeira, 

Que jorra como cachoeira, 

Mas não dura a vida inteira...

Veloz, como uma paixão.

 

Na velhice é lago sereno

De placidez constante,

Onde sopra o vento ameno

Que eterniza o instante.

Tempo de olhar para a chuva...

Sentir o frio e o calor.

De olhar para o nada e ver tudo

De viver apenas, o amor.

 

360

Odisseia


E passam as horas, desfilam os dias, meses, anos...

Sombras e luzes esculpindo vagarosamente nossas histórias, detalhando gestos, atos, sonhos, pensamentos, ambições, desenganos...

E assim formaremos o que denominamos como sendo nosso viver. A cada segundo seremos novas pessoas, sem que disso nos apercebamos, pois acumularemos mais e mais experiências e com elas, novas formas de ver e agir.

Tornarmo-nos melhores para alguns, piores para outros, iguais para nós mesmos.

Seremos apenas parte da estrutura que definirá a odisseia humana no Planeta Terra.

E transformamos as emoções em lições únicas, partes de um aprendizado sem fim, definindo nossa capacidade de amar e odiar.

E desta forma sonharemos e realizaremos. Sonharemos e nos decepcionaremos.

E partiremos deixando lembranças e talvez algum legado do pouco que fomos, mas levando tudo o que conseguimos entender e aprender.

 

276

Karma


Desça cuidadosamente a ladeira da tua vida

Pois um passo trôpego levará à queda e te erguerás ferido e mais distante do fim.

As pedras do caminho são resistentes, mas cada vez mais lisas e escorregadias.

É preciso chegar... É preciso... É preciso chegar.

Carregue e entregue teu fardo, mesmo que isso te custe em dor.

Se o largares pelo caminho, lá ficará e será sempre teu.

O tempo te furtará as forças e elas se tornarão diminutas.

É preciso entregar...É preciso... É preciso entregar.

Estenda tua mão e ajude a quem ainda sobe pela ladeira

Para buscar o próprio fardo à entregar.

A jornada é sempre incerta e a piedade é salvadora

É preciso se apiedar... É preciso... É preciso se apiedar.

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Comentários (21)

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Edelberto Barào
Edelberto Barào

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.

Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.