A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

n. 1950 BR BR

Natural de São Paulo.Nascido a 07 de março de 1950.A poesia não é um potro selvagem que possa ser laçado e domado. Poesia é alma. Alma de passarinho.

n. 1950-03-07, São Paulo

Perfil
491 629 Visualizações

Alquimia do tempo


Mornas eram as tardes em que te amava,
Entre cálidos beijos com sabor de verão.
As brisas leves ao passar anunciavam
Esse tempo, marco maior da nossa paixão.

Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar?
Segundos correndo atrás de segundos...
Não sabem dos amores que como o tempo,
Transformam os corpos amantes em vultos?

Restou somente em nossas memórias,
Um sonho que poderia ser eterno...
E como doce lembrança, sobrevive,
Ao gélido sopro do amor no inverno.
Ler poema completo
Biografia
Natural de São Paulo.
Nascido a 07 de março de 1950.

Poemas

291

Sonetos do encanto


E olhei o seu rosto e de fundo, a lua...
Dourando de luz, criando momentos.
A eternidade pertence a quem a possua,
Qual lua distante, como seus pensamentos.

Poemas das ruas, das noites escuras,
Dos mares revoltos, tão leves flutuam...
Sonetos do encanto, natureza nua,
Pureza da lua, beleza só sua.

Qual menestrel  galopando em trovas,
Na busca incessante por um só olhar,
Apenas um toque, vindo de mãos tão alvas,
Que brilhe em Minh’ alma, qual luz do luar.
6 477

Grotão


Fixe-se no que te encanta, pois o teu encantamento é puro, como a água que brota no profundo grotão.
Os desejos precisam ser  leves e suaves  para não quebrarem o encantamento, assim como  o movimento das mãos o devem ser ao colher a água pura, para não turva-la.
405

Caminhar


Vou caminhar, por esta estrada que não conheço,
Este lugar para onde vou tem um nome: Recomeço!
E vou andar, vou seguir, pois nessa noite fria,
Vou transformar palavras que machucam... E fazer delas,  poesia.

Você ficou e eu parti. Somente histórias restaram em mim...
E mergulhei  na imensidão,  dessa mistura de luar com solidão.
Pra não voltar, pra nunca mais se atrever a olhar para trás...
Pra não querer, pra não chorar, sem entender  o  que amar, nos faz.

 
553

Noites


Noites em que nos encontramos,

Noites em que juntos sonhamos.
Noites de caminhar, amar à luz do luar
Noites, para sempre lembrar.

Quando o destino diz não,
Não dá uma explicação,
E tudo se vai e em segundos
Destrói nossa paz, nosso mundo.

Noites agora tão frias,
Horas que são tão vazias,
Vida em que a agonia
É agora minha companhia.
1 294

Eterno


Não vejo senão a vastidão do céu escurecido pela noite, encobrindo com seu manto azul
a paisagem silente e emoldurada por esta solidão interior, vazio de mim mesmo.
Quero abraçar corpos que não vejo, sonhar momentos que não acontecem para poder
entregar todo esse amor recolhido, envelhecido, acovardado e quase desfalecido.

Em meu peito a saudade do que poderia ter sido é o que mais castiga.
Quando as projeções que ainda jovens fazemos, esmorecem e se apartam de nossas vidas
uma a uma, tudo o que resta é essa ausência não se sabe do que, nem ao menos do por que.
Vejo meus desejos como quem vê estrelas: Brilhantes, reais, porém inalcançáveis.
Talvez o amor maior esteja fora do corpo e habite apenas a alma e por ela deva ir à busca.
 
Olho para pessoas como se fossem paisagens e enxergo apenas corpos.
Não é o bastante para o amor, não é sequer atrativo para iniciar uma paixão.
Preciso enxergar as vestes das almas, nas cores dos sorrisos, das palavras, da graça,
Do jeito especial que fica ainda mais especial ao olhar. Preciso ... Ver!
A solidão interior é apenas minha. Eu a construí, a solidifiquei e a mantenho.

Quando amanhecer e o sol iluminar minha vida, preciso sair à janela.
E ver prédios, nuvens, montanhas, pessoas e diferenças.
Viver o hoje com a certeza de estar construindo o amanhã,
e todo tempo que virá, carregando comigo a certeza de que
o amor precisa ser livre, jovem,  corajoso  e eterno.
403

Tempo

    
Marca o relógio, o tempo,
e pouco esse tempo demora
O agora, logo será antes
e antes não é mais agora.

A vida que já era curta,
Por pouco já passa da hora,
E mal cheguei nessa vida,
É hora de ir-me embora.

Marca o tempo a vida,
Que a gente vive por hora.
E antes que a vida se vá
Eu vou sair mundo afora.

Vou ser a hora do tempo,
Viver todo tempo agora,
Como se louco fosse,
Quem pela vida implora.
394

O que se perdeu *


Não sei o que se perdeu.  Realmente, não sei.
Porque quando a vida continua, o perdido já não existe.
Se só sobraram dores, soçobraram as ilusões, para que lembrar?

Hoje somos dois caminhos, amanhã seremos duas histórias,
Ontem fomos momentos, alegrias, tormentos e hoje somos saudades.
Amanhã, seremos a vida que continua. Nossos  olhos estarão voltados para o futuro.

Buscaremos outros olhares e o brilho que há em cada um deles.
Encontraremos nesses olhares, luzes que iluminem nossas vidas?
Talvez sejamos felizes. Talvez sejamos apena repetitivos e voltemos a ser apenas solidão.

Quem sabe exista uma culpa, que tenha sido minha ou mesmo sua,
Mas agora, o que isso importa? Ninguém perdeu e ninguém ganhou.
Eu apenas aprendi que o amor não é eterno, precisa de alimento constante.

Não sei se me doei o bastante, nem ao menos sei o que seria suficiente,
Mas sinto que o mínimo é quando se doa todo, tudo, completamente.
Quando doar se torna muito melhor do que receber e só assim, nos trárá a felicidade.

E se formos felizes, hoje não saberemos do amanhã. 
Depois de amanhã, poderemos falar do ontem que vivemos...
366

de mãos dadas


A sensibilidade de quem escreve se perde,
                                   quando não anda de mãos dadas 
                                                     com a sensibilidade de quem lê.
461

Ir buscar


As chaves dos cofres onde ficam guardados tudo o que desejamos, estão presas às paredes de um poço profundo.
As  dos  desejos  mais  ardentes  estão  ao  fundo, onde habitam cobras, ratos e escorpiões.
370

Vida&poesia *

Em meio a muitos, alguém me pergunta:
Você, é poeta?

Poeta? Não sei... Pode ser... Talvez, não...
O que é preciso para ser? Apenas ter coração?
E para não ser, que preciso? Ter um pouco de juízo?

Talvez o amor que eu sinta, extravase do meu peito,
E se espalhe mundo afora, mas nisso não posso dar jeito.
Talvez um pouco de louco, me faça sentir a paixão,
E esse sentir me afete, me tire um pouco a razão.

Mas amo esse sentimento, que faz sofrer e afaga,
Que é como respirar fundo, com o rosto imerso na água.
Talvez eu sinta as dores, que afetam a humanidade,
Talvez eu viva horrores, talvez eu viva a bondade.

Ou que sinta a paz, que mora sob a luz da lua,
Quem sabe essa luz seja linda, e more ali, na outra rua.
Pode ser que meus ouvidos, não ouçam as mesmas canções,
E se prestem a ouvir, somente as que trazem  emoções.

E que eu veja a beleza, até na imagem da guerra,
E assim eu sinta pureza, nos corpos cobertos de terra.
Talvez eu ignore a tristeza, e veja somente a alegria,
Quem sabe eu ande apenas, em busca da sabedoria.

Talvez não seja poeta... Apenas leve ao papel,
Um pouco do escuro do inferno, um pouco do azul deste céu.
403

Comentários (21)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Edelberto Barào
Edelberto Barào

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.

Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.