A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

n. 1950 BR BR

Natural de São Paulo.Nascido a 07 de março de 1950.A poesia não é um potro selvagem que possa ser laçado e domado. Poesia é alma. Alma de passarinho.

n. 1950-03-07, São Paulo

Perfil
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Alquimia do tempo


Mornas eram as tardes em que te amava,
Entre cálidos beijos com sabor de verão.
As brisas leves ao passar anunciavam
Esse tempo, marco maior da nossa paixão.

Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar?
Segundos correndo atrás de segundos...
Não sabem dos amores que como o tempo,
Transformam os corpos amantes em vultos?

Restou somente em nossas memórias,
Um sonho que poderia ser eterno...
E como doce lembrança, sobrevive,
Ao gélido sopro do amor no inverno.
Ler poema completo
Biografia
Natural de São Paulo.
Nascido a 07 de março de 1950.

Poemas

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Uma nova ilusão


Eu vou voltar a ver o luar,
Ver o azul prateado no ar.
E quero vê-la de novo passar,
No seu vestido estampado de mar.

Eu estou vendo o tempo correr,
Preciso muito lhe conhecer.
E caminhando poder lhe falar,
De quanto amor eu tenho pra dar.

Ah! O amor... Esta paixão que vem invadir.
E sonhar... É muito bom e não vou desistir!
Quero sentir sua mão na minha mão
Quero ganhar todo o seu coração!
 
Quero voltar a ver o luar.
Quero de novo vê-la passar,
Quero pegar na sua mão
Quero viver uma nova ilusão.
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Lágrima feliz.



Se choro é por pura alegria,

De estar aqui... Sonhar nos braços seus...

Mal pude suportar toda a sangria,

Que tive ao ouvir o seu adeus.

 

Se ontem por você eu sofri tanto

Com medo de perder o seu amor,

Sinto em seu sorriso o acalanto,

O bálsamo que cura minha dor.

 

Não ouvir palavras que sufoquem

E retomar a vida que se quis...

Deixar que minhas mágoas se afoguem,

Nas águas desta lágrima feliz.
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Não tente


Não tente saber dos segredos,
que guardo por lhe querer.
Talvez não consiga falar.
Talvez não consiga entender.
E hoje, viver por te amar
é tudo o que eu saiba fazer.

Só sei que de amar, nada sei.
Sequer tenho a pretensão,
De um dia vir a saber,
os motivos que levem à paixão.
Não me pergunte como...  
Simplesmente aconteceu!
Lhe entreguei, sem perceber,
a vida que me pertenceu.

Tão estranho estar amando.
À noite, ainda não amava...
Deitei e dormi .
De manhã... Acordei...
E pronto!  Já estava!
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E o tempo soprou

E o tempo soprou, como o vento que passa...
Como folhas secas, os dias foram-se desprendendo, um a um, carregando  sonhos que morreram ao longe, forrando o chão seco da vida.
As horas se tornaram silentes, observando o entardecer, enquanto o sol, que ainda a pouco dourava meus cabelos brancos, escondia-se no poente e a lua surgia como dona dos céus, tingindo de prata a noite em prenúncio.
 Ah! Destino, meu destino!
Devolva-me as horas roubadas e as manhãs de ilusões...
Faça minha ultima morada junto aos rios, para que levem minhas saudades, deixando que elas desaguem nos mares do esquecimento...
Ou faça-me criança, para que possa mais uma vez  ver a vida, a sorrir...
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Realidades


Recostar-me em seu peito e sentir seu calor
Caminhar ao seu lado, falar de amor...
Sonho  adolescente, quando a ilusão,
Fazia florir toda a minha emoção.

Ah! Vida! Onde está minha vida?
Aquela que eu  tanto quis...
Ah! Sonhos! Onde andam os sonhos?
Aqueles, que me faziam feliz.

O tempo passou e cumpriu seu papel,  
Promessas perdidas, jogadas ao léu.
Os anos se foram e em minha lembrança,  
São mortas as juras e as esperanças.

As mãos se soltaram, ficaram vazias.
O riso de outrora hoje é agonia...
Das noites de sonhos, restaram saudades,
Assim como do amor  e da felicidade.

Em seu peito o frio, a  alma vazia,
E da ilusão, ficou a nostalgia.
As flores murcharam e a emoção,
Hoje é tristeza, em meu coração.



Ouça declamado em: https://youtu.be/oe8TV71BWsw
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Vidas e mares.


Sou parte do todo, pedaço do roto,
Deste rasgado céu cor de anil.
Nos mares de longe, se buscam os portos,
O amor por amores, o vazio por vazios.

Espelha a verdade, ao largo do corpo,
Que o sentimento a pouco surgiu.
Na alma se gravam os mares e portos,
Se do coração algum barco partiu.
 
Velames ao vento! Empurre a barcaça!
Que o tempo nos leve aos mares bravios...
O amor sopra a vida, que ela se abra,
Ao mundo mais novo que o céu descobriu.

Abrace a brisa que toca seu corpo,
Carinho igual este mundo não viu.
Veleiros nas águas  sombria dos mares,
Porto-esperança que ao sol se esvaiu.
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Quando só um é partida.


 
E aqui nos despedimos...

Como não relembrar momentos,
Que juntos vivenciamos,
Envoltos em um sentimento,
E em tudo que acreditamos.
 
Um fica e o outro é partida...
 
Como esquecer nossas juras,
De amor para nunca ter fim
E agora nesta despedida,
Ver tudo acabar-se assim...
 
Será que o amor acabou?
 
Ou apenas nos desgastamos,
Com tantas brigas inúteis.
Mas, e os nossos planos?
E tudo o que juntos sonhamos?
 
Nunca deixei de querer-lhe...
 
Tenho tanto amor pra lhe dar.
Não consigo pensar em abandono,
Nossas vidas se separando...
Não ser mais você o meu par.

Talvez eu esteja sozinho...
 
Pensas assim como eu?
Ou será que na verdade,
Cumpre-se aqui o destino
E você já me esqueceu...

 
JRUnder
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Deixa

Deixa...

Existem muitos caminhos nesta vida, que um dia bifurcam.
Seguimos até aqui lado a lado, mas é hora de seguirmos caminhos diferentes.

Deixa...

Assim como alguns caminhos se distanciam, existem outros que se unem, assim como os nossos uniram-se um dia.

Deixa...

Palavras se escrevem a cada instante e as histórias se formam no tempo.
A vida fez o prefácio de nossa história e caberá a ela escrever o final.

Deixa...

Nossas pegadas deixaram marcas.
O vento e a chuva poderão apaga-las do chão, mas elas continuarão vivas nas páginas que juntos escrevemos.

Deixa...

A brisa sopra suave e carrega o tempo.
Pisaremos em pedras e conheceremos de obstáculos diferentes, assim como saciaremos nossa sede de nascentes diversas.
Aprenderemos.

Deixa...

Caberá a nós encenarmos os próximos capítulos que a vida escreverá.
O final da história é inevitável, mas a verdade que nela estará contida, caberá a nós revelarmos.
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Como é triste...



Como é triste:
A alma que não ama;
A boca que não clama;
O corpo que não deseja;
O peito que não se inflama;

A tarde fria e cinzenta;
A dor que não se aguenta;
O coração que lamenta;
O sonho que não nos alenta.
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Um outro dia



E quando meu olhar inundou-se de saudades,
Senti que rolavam em minha face
Gotas salgadas de sentimentos,
Que em meus lábios procuravam  morrer...

Quando meu coração ressentiu-se da ausência,
Meus sentidos aquietaram-se
E sucumbiram ao destino
Perdendo a razão de ser.

E cobrindo meu rosto com as mãos
Entendi o que seria essa solidão.
Meus olhos fechados desenharam em minha mente
O relato cruel do significado do adeus.

Ensine-me essa magia, vida!
Mostre um caminho, acenda uma luz.
Deixe-me adormecido enquanto existirem noites vazias
E faça-me esperança quando o sol criar outro dia.
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Comentários (21)

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Edelberto Barào
Edelberto Barào

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.

Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.