O Sol Ardente
Verão jamais visto
tão quentes- donzelas
-gatinhas- com maiôs
irreverentes/ gozando
a luz de um espaço reluzente.
As praias todas cheias -
jovens - rapazes - cervejas
gelada , tim - tim - em copos
de perolas resplandecentes.
O coco gelado nos canudos
junto aos lábios da menina
moça em corpo de
uma bela mulher.
Deixando os rapazes loucos
e ardentes.
O mar verde esmeralda
limpo como o cosmos
além da terra/ mergulham
corpos morenos - pardos - negros -
brancos - e que sejam em um
futuro próximo esta nação
uma grande emergente.(Brasil)
Esperança
vidas todas
latentes.
Ademir o poeta.
Dedicado aos Amigos.
Se hoje me lembro
deles em meu
sustento de espírito
foram por suas
sabedorias que absorvi
os poemas e as poesias.
Se hoje me lembro
das alegrias foram
por eles , que me deram
esperanças , na força
de acreditar
no coração humano.
Nas noites e ao amanhecer
de todos nossos
dias.
Se meus sonhos viraram realidades
na força de um desejo antigo.
Os reencontrei -amando -
desamando - no ódio
vencendo com ternura
as mentes frias.
Hoje agradeço a ciências
dos humanos a coragem
diversificada, para não
nos tornarmos fundamentalista
em religiões.
E sim seres com inteligências que nos
brotam , de todos os sábios em
todas sua profissões.
e Quem nos mantem a esperança
antes que ela tardia.
Ademir o Poeta
A Vida.
O que pode acontecer
a minha pessoa
por ter tanta angustia
por ser sózinho
deste amor que
nunca chega.
A ti mulheres
que gosto e gostei
nunca diseram
porque me abandonaram
em lágrimas de dor.
Vocês são
incomunicáveis
traidoras , não tem
pena e nunca sentiram
a verdadeira dor do amor.
Não sei ainda como
sobrevivo , pois penso
em tirar minha própia
vida , e que seja sem dor...
por favor.
Ademir o poeta.
Um soneto à dor - Adonai.
A esta dor do amor
é tanta que se torna
infinita / o corpo
adormece as células se fecham
O corpo fica rixido e se
desfalece como na morte.
O corpo fica em trevas
nenhuma lágrima a derramar.
Nem o sol corre como antes
fica lento / a lua nunca
aparece.
A infinita bondade
dos amigos, uma leva
a serenidade - outra uma
saudade - suas vozes
não tem emoções./
A Adonai -santo -santo-santo-
A dor do amor nunca
mata e aleja ... simplesmente
ela aparece e nos faz
sofrer como
me desfalece.
Ademir o poeta.
O menino Rei.
Este menino de rua
estava dormindo na calçada
sonha /sonha/ como um
rei -
com um cobertor de papelão
pintado de azul prateado.
Sonhava que era um verdadeiro
rei-
De rua coroado com champinhas
de garrafas / montado
em um cabo de vassoura
corria a toda e conseguiu
voar. E voava e voava.
Lá de cima olhava toda
cidade , e bem mais alto
atingiu a lua que lhe
brilhava.
Voava / voava / voava
mais e mais ... até atingir
as estrelas e dizia
sou agora uma majestade -
e eternamente descansará
de um mundo cheio de dor.
Ademir o poeta
O Mar - As Margens - O Pantanal
Ah... Senhores
como é belo nosso
mar - a cor desta
terra .
Vermelha - amarela -
escura - branca -
e sonolenta.
Estas águas de cores
barrentas - o ferro
cobrindo
as margens de muitas
pastagens.
Onde tanto gado estão
a pastar... em silencio
puro do vento e
balançando árvores milenares.
Pantanal - águas
de março eternas
balançam com
o vento uivador
do sudeste / acordando
as garças .
Quando esta manhã o sol começa
intensamente a brilhar.
Ah...senhores e senhoras como
é belo nosso encantar.
Ademir o poeta.
A Desistência
Toda a minha vida
sonhei em poetizar
para conquistar um
amor impossível
de existir.
Nunca os consegui
nem por carta
por bilhetes
ou por
palavras .
Nunca dei uma sorte
nunca mudei
de rumo - para
que na realidade
isso era para acontecer.
Sonhei com várias
mulheres tão belas
que seria difícil
o amor delas por
mim vir a conquistar.
Um abraço somente
e uma palavra eu te amo
nunca vou te esquecer.
Sei que vou morrer um
dia e nunca isto
ouvir.
Adeus meus amores
por deixar - que pelo
menos possa em
poemas , dizer-lhes
jamais desistir.
Ademir o poeta.
Dias Claros.
Diariamente as
noites vem
queiram ou não ;
vem meu amor
pois não sou um doutor.
Nossos corpos
lamentam
os choros das
solidões.
Pois o néctar
do mel de nosso
adocicado
sabor nos espera.
As noites nos
dão pavores e os
nossos corpos
se juntam como
as pétalas formando a flor.
Queiram ou não
lá se vem o raiar do
dia- e esta noite
nos amamos como
nunca , e sem
qualquer temores.
Ademir o poeta.
Variações do Amor.
Amor
amorosa
destemido
ardor
no peito a fragância
dos poros , onde
circulam o doce
perfume de um desejo.
Amor corrido
destemido
guerreiro
a cavalo
nos campos coloridos
para um bom cantor.
o Grande amor
humano e animal
a resistencia
do natural.
E tem um espirito
vagando em
grande galope como
um selvagem.
Ademir o poeta
O Cavaleiro Andante.
O universo pulsa
expandindo as cores
da criação. É o utero
de Deus onde vivemos.
Somos milhares , bilhões
pulsanto nosso corações
do amor a vida.
Vivemos dentro dele
o infinito nos da
a paz.
Ao morrermos novo ceu
se abre , somos almas
viajantes , como anjos
e até novamente nascermos.
E como eternos , somos um
universo e/ou o mesmo
está em nós.
Pulsa e expande.
Como um cavaleiro andante.
Ademir o poeta.