adilson_castro

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n. 1998 AO AO

Um "tipo" de estimada simplicidade e humildade, mas não simplesmente humilde !

n. 1998-10-28, Luanda

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Fez Deus o diabo

 


Saudades palpitantes condensam memórias sofridas
Alma minha a ti procura escaldante
Como os navegadores as Índias
 
Mística é a tua beldade
Sem palavra deixara os poetas
 
Anjos caem à tua atração
Em teu nome montanhas desfilam
 
Óooh !
Que raio de um diabo chamamos Amor ?!
Quando se muito desejamos, menos o temos
Por si matamos, por si morremos
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Poemas

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Eterna Cruz

 
Negra...
Entrelançados como aurora em céu noturno
Bastava que nos permitíssemos um ao outro
Volver  aquecida a agora desvairada alma nossa
 
Mal quisemos que desfalecesse a paixão
Mas a bem do orgulho
Que então nos dista como o sol e a lua
Espantamos a ternura
 
No leito d’amargura, cálice nenhum nos apraz o que fosse
Os sentimentos são o pior dos infernos
 Meu amor, meu orgulho, minha cruz
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O que os meus olhos veem

 

Há uma borbuleta no meu caminho
Voa sossegadamente para a minha inveja

Quem me dera  igual sublime
Voar  livre...
Em requintes verdejantes de primavera exalar  
 
Não indagar a existência, tampouco o existencial
Pairar pelo o ar  longe da impúdica  terra inglória
Onde tudo que nasce morre
E todos que amam odeiam
 
Desapreder o gênio humano que  desumaniza
Levitar com a consciência em suspenso
Sem memória dos meus desamores
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Vidas soltas: Uma carta ao meu amigo


Lembro daquela passagem de ano, à boêmios em Las Vegas. Misto de sensações se faziam ao rubro: êxtase,  embriaguez... e de todo o resto que a adolescência tem prazer. Animados, sorríamos com restos de presunto entranhados nos dentes, inconscientes de um futuro que muito breve seria incerto
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Música é Espiritualidade


Lembro-me quando mais novo. Era uma criança inocente como qualquer outra na minha idade. Distante de tudo que uma música poderia significar e do mais profundo sentimento que pudesse envolver, assistia desentendido a minha mãe, ouvindo músicas que cantadas em lingala não percebia patavina. Bagatelas que na minha cabeça não faziam o menor sentido. Até que um dia qualquer, já crescido e feito homem, ouvi para minha nostalgia, das cassetes que nos "tempos do antigamente" a mamã exalava lá em casa, inspirada e vibrante. Por breves instantes, tinha os olhos umedecidos. Foi das experiência mais simbólica que tive na vida. Era como se de repente fosse reconduzido para o colo da minha infância, e às minhas origens, com a lição de que foi preciso metade da minha vida para compreender os sentimento e emoções da mulher que me dera à luz
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Comentários (2)

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adilson_castro

os meus agradecimentos João, abraços !

joaoeuzebio

LINDO POEMA FEITOCOM A ALMA E SABEDORIA VAMOS NAVEGAR POR AI