Adriano Moreira

Adriano Moreira

n. 1969 BR BR

n. 1969-09-08, Caxias do Sul

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ESTIGMA DE LUZ NO CORPO DA MULHER AMADA

Eis meu corpo em teu corpo

E todas as ilusões remanescentes.

Eis meu desejo insofismável

E lapsos de sonhos pulsantes.

No negror da madrugada

Só a luz do teu corpo.

Na escuridão do teu quarto

Só a luz do imortal desejo.

Ah!Esplêndida mulher

Dorme em teu corpo meu anseio

Repousa em teu corpo devaneios

Em tua face meu dourado sonho.

Ah!Nada em mim fenece

Ao toque do teu corpo envolvente.

Estigma de luz crescente.

Guia-me ao insólito amor.

Em teu corpo trépido e febril

Armazeno o pólen da vida eterna.

Estigma de luz que ainda existe

No corpo da mulher que amo.
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Poemas

5

TÉTRICO

Tétrico sonho desvanecido,

pífio sorriso assombrado,

um brado, um lapso,

teu rosto de nuvem itálica,

tua breve e suave eutanásia,

agora somente o silêncio brada,

implora a minha presença,

o céu de veludo dorme eternamente,

como píncaro tétrico,

somente ouve-se o doloroso silêncio,

sinos a triscar em tua mente,

o sono devora tua insânia,

eterna saudade do elísio campo,

teu corpo de seda dorme,

como suave crepúsculo,

em teu catre sepulcral,

na fatídica noite do teu ser,

ouço o gemido do ar, do tolher,

ressôo de harpas asfalticas,

vejo teu rosto partir,

embevecido de madrugada,

o sono cético leva-te,

a treva cobre teu rosto,

corre selvagemente em teu ninar,

horizonte ríspido e sem cor,

só a dor, só a insignificância,

somente o arrebol como testemunha,

do doloroso e triste fim.

818

OFÍCIO DE UM POEMA

...As sombras vestem-me,

desse imenso e umbral destino.

Deixa-me na exatidão do teu corpo,

penetrar como poema desvairado,

extraído do exímio poeta.

As noites dos cães fogem como sombras,

ladrão no deserto do meu ser,

o lascivo conto do encanto.

O desamor morre como um velho momento,

no ócio ofício de um retumbar.

As paginas do destino abrem-se,

como suave alento que vem de dentro.

As asas brancas da paz,

sobrevoam as sombras inundadas de pólen.

Amiúde as utopias variáveis como um cálice,

o sono grita em minha mente,

as sombras assomam em meu corpo,

no umbral e colossal destino,

cântico de um velho pássaro.

As sombras escuras no branco do papel virginal,

mostram-me a saudade incontida,

que retida ficou no ofício de um poema...

811

RECADO PARA O MEU AMOR

Ainda te espero,

como uma única esperança,

como um único sopro de vida.

Ainda te espero,

como se esperasse minha alma,

mesmo nas quentes tardes,

ou nas noites frias.

Ainda te quero, te espero,

contemplando o balanço do mar,

a brisa lenta e envolvente.

Ainda sonho, ainda espero,

no vazio da ausência insana.

Ainda busco-te incessante,

em toda esquina, em todo sonho,

em todo vento, em todo rosto.

Ainda te aguardo com ânsia,

com ternura e amor.

Por isso peço-te,

volte logo, por favor.

Não suporto te esperar,

por mais uma eternidade.











787

ETERNAMENTE MADRUGADA



Infida a tua doce negritude

Estende teus braços de pilastra

Sobre o ombro do poeta que chora

Que Sussurra,aos acordes de tua brandura.

Estende tuas ruas aos meus pés extenuados

Chora comigo Amiga; eternamente

Sopra-me um soneto, docemente

Sem quimera; sem disfarce

Guia-me casto de generosos sonhos, beija-me a tez

Embala-me,qual um belo infante

Deixa-me penetrar na tua exatidão

Na tua fímbria despojada e perene

Infinda e negra madrugada

Amo tuas mulheres, tuas artimanhas

Tuas vozes vorazes e cortantes

Nas mesas de teus bares, onde andares

Nos rostos embriagados e anônimos

Alastra-me no teu dorso

Como seiva gotejante

Como homem profeta

Como poeta das tuas histórias

Como amante dos desejos que guardas

Leva-me,ó madrugada

Infinitamente nos teus braços...







783

UM QUADRO AZUL AO SUL DE MEU PENSAMENTO



Teus olhos bordam minha esperança,

Teu rosto cristalino me sorri,

Teu corpo exala o mais sensível perfume,

Tua silhueta recria um mundo de idéias.





Minha retina pinta um lindo quadro,

Um quadro azul ao sul de meu pensamento,

Meus olhos esquadrinham a vastidão,

A imensidão sublime da imaginação.





Entrego-te a formosa magnólia,

A flor de minh'alma desnuda,

Como é bela a sensação de te ver sorrir,

Com lábios ternos de formosura.





Este incansável mar que marulha,

Na amplitude azul de meu sonhar,

Traz-me a maciez de tua imagem,

Teu alvo corpo a me abraçar.





Admiro extasiado teu bailado,

Anjo azul de meu pensar,

Hoje quero apenas um espaço,

Um espaço azul para te amar.



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Comentários (1)

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joao euzebio

Quero parabenizar pelo lançamento do livro fico muito contente que tuas poesias sejam gravadas para sempre em paginas que na certa ficaram na eternidade de nossos sentimentos que você seja muito feliz junto a tua família pois você merece Parabéns amigo