Adu Verbis

Adu Verbis

n. 1962 BR BR

Como artista plástico, Adu Verbis, junto com o artista plástico José Roberto Godoy, praticou diversas intervenções urbana na cidade de São Paulo. Entre as intervenções, a pintura de um arco-íris no viaduto Santa Ifigênia, em 1982.

n. 1962-03-10

Perfil
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POEMA {191}

 
O poeta veste o mundo com hábito irreal
A prosa nos vincos cris e a nódoa da siririca
O épico delírio a bordo de um astro boreal
Obsceno niilismo da puta de checa aporética
Agora é tarde e só resta a noite na esquina
Zenão se afoga na apória da onda poética
A ferida do ser – o infecto cordão umbilical.

Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
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Biografia
Adu Verbis estudou artes plásticas. Como artista plástico, junto, com o artista plástico José Roberto Godoy praticou diversas intervenções urbana na cidade de São Paulo, em especial, a pintura de um arco-íris no viaduto Santa Ifigênia, em 1982. Dos anos 80 ao anos 90 realizou uma série de performances com a temática a antiarte, dialogando assim com o tema: “Seja Herói–Seja Marginal”; conceito desenvolvido pelo artista plástico Hélio Oiticica. Expôs em alguns salões de artes plásticas, em especial na Fundação Cásper Líbero-1994. No ano 1997 publicou o livro de poema: “A Língua Diz o Verbo Faz”. Em 2000, lançou o livro de ensaios fictícios: “Plagiando As Horas”. Escreveu os roteiros: “Um Crime Sem Autor”. “The Rave”. “O Roteirista”. “O Almoço” e o  “O Tatuador”.

Poemas

19

Poema {116}

Juntei as migalhas do pão
Do pão que demo amassou
Sovei as migas e refiz o pão.

Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
121

POEMA {113}

Paralelepípedo
Pedra de seis lados
Fonema de lado a lado
Obscena rua de palavrões.

Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
304

POEMA {191}

 
O poeta veste o mundo com hábito irreal
A prosa nos vincos cris e a nódoa da siririca
O épico delírio a bordo de um astro boreal
Obsceno niilismo da puta de checa aporética
Agora é tarde e só resta a noite na esquina
Zenão se afoga na apória da onda poética
A ferida do ser – o infecto cordão umbilical.

Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
368

POEMA {39}

Odeio os poetas
No obstar do dia
A carne crua da lua
A pele efusa da noite.

Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
299

POEMA {67}

Nada em mim é latente
E sim a vertente de um ego
O voo cego de um superego
O id de um vácuo em manifesto.
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
308

POEMA {25}

Todo poeta é amador
O caos da erva arada
Lavrar a musa amada
A tempestade e a dor

Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
296

POEMA {91}

Há certas coisas que eu penso
Que parecem que são faustosas
Mas do nada eu dispenso no lixo
O que eu penso é mero des/pensar
Pois o fim tem a sonoridade da dor.

Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
332

POEMA {51}

O poeta a gritar S.O.S, deriva
Poemas engarrafados no alto-mar
Esquemas e rimas na vaga do mar
Lastimas e aflições, o poeta à deriva.

Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
289

POEMA {23}

Porra beija-flor
Você beijou
A minha flor
Desengano e pranto
Que desfez o encanto
Porra beija-flor
Você beijou
A minha flor.

Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
299

POEMA {176}

Lento cresce o teixo
Laivo e disléxico eixo
Dialético o sabor do mel
Penso na emanação do fel
Logos que enfeitam o céu
A dor do calo, véi do céu!

Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©

294

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