Sou Paulistano, aposentado da área de TI, moro em Caraguatatuba - São Paulo - Brasil. Sou apaixonado por literatura do gênero poético com temática filosófica. Gosto muito de Basquete, esporte o qual dediquei muitos anos da minha vida. Tenho dois livros publicados: Caminhos (2012) e Sem Rastros, Sem Vestígios (2013).
Lista de Poemas
MUDANÇA
Muito tempo se passou
e só agora me dei conta
de que não dei último adeus.
Agora os meus dias se enchem de lágrimas.
Gostaria de poder voltar atrás
e ter mudado parte da nossa história.
Estou passando por mudanças,
e toda mudança
é um ato de coragem.
e só agora me dei conta
de que não dei último adeus.
Agora os meus dias se enchem de lágrimas.
Gostaria de poder voltar atrás
e ter mudado parte da nossa história.
Estou passando por mudanças,
e toda mudança
é um ato de coragem.
405
APESAR
Apesar dos meus olhos poderem enxergar,
eu estava cego.
Apesar dos meus ouvidos poderem ouvir,
eu estava surdo.
Apesar das minhas pernas poderem andar,
eu estava parado.
Apesar da minha mente poder pensar,
eu estava louco.
Somente haverá paz, quando tudo acabar.
Repouse sua cabeça cansada,
não precisa mais chorar.
eu estava cego.
Apesar dos meus ouvidos poderem ouvir,
eu estava surdo.
Apesar das minhas pernas poderem andar,
eu estava parado.
Apesar da minha mente poder pensar,
eu estava louco.
Somente haverá paz, quando tudo acabar.
Repouse sua cabeça cansada,
não precisa mais chorar.
453
ESPELHOS DISTORCIDOS
Da alma
Alma caída
iludida
sentida
perdida.
Da calma
Calma funda
imunda
profunda
vagabunda.
Do amor
Amor cigano
profano
humano
freudiano.
Do humor
Humor frio
vazio
vadio
sombrio.
Do olhar
Olhar quente
ardente
Insistente
crescente.
Do mar
Mar puro
escuro
obscuro
inseguro.
Do luar
Luar coitado
ofuscado
castigado
desajustado.
Da vida
Vida pretendida
ferida
bandida
rompida.
Alma caída
iludida
sentida
perdida.
Da calma
Calma funda
imunda
profunda
vagabunda.
Do amor
Amor cigano
profano
humano
freudiano.
Do humor
Humor frio
vazio
vadio
sombrio.
Do olhar
Olhar quente
ardente
Insistente
crescente.
Do mar
Mar puro
escuro
obscuro
inseguro.
Do luar
Luar coitado
ofuscado
castigado
desajustado.
Da vida
Vida pretendida
ferida
bandida
rompida.
448
Tinta Ressecada
Através do vidro translúcido
de tinta ressecada,
vislumbro dentro da fogueira
o lume do carvão em brasa
e, na imperfeição da noite,
saboreio as estrelas.
E ao romper da aurora,
exiladas na terra,
bagam as sementes do trigo,
e no abismo dos meus sonhos
o turbilhão dos ventos
faz a essência do poeta
ter a mente esquecida.
124
Comentários (8)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Saudações poéticas!
Parabéns poeta-um abraço
PARABÊNS ALBERTODECASTRO,SEUS POEMAS SÃO BEM REFLECTIVOS. Abraços EDUARDO POETA!
Gostei
Obrigada pelos seus comentários e por disponibilizar um pouco do seu tempo para apreciar a minha escrita. Muito grata. Bem haja!
Obrigado pela boa vontade. E também pelo epíteto 'intrigante'. Porque como antítese para as minhas definições de mundo, gosto das suas (também), justamente a sua visão precisa de viver: algo como, viver só se vive vivendo, o que é por si só uma definição solar. O lado prático do mundo merece também ter objetivos nobre e grandeza de espírito.
Parabéns por essa imensa sensibilidade, poeta...teus versos mexem com a emoção, gosto disso!!!
Muito bom, parabéns poeta!