alexandre montalvan

alexandre montalvan

n. 1956 BR BR

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n. 1956-02-03, são paulo

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Eternidade

Posso sentir a morte do fim do dia
O hálito fétido da sua boca aberta
A crescente invasão da agonia
A alma vazia na noite deserta

Tão certas as palavras que existia
Apenas no fim rastros de melancolia
Deste dia que a tão pouco apenas nascia
E agora pouco a pouco a morte o levava
Ele morria

Não posso sepultar mais este dia
Quero me libertar destes grilhões
Fazer de um simples sonho realidade
De um simples ato de vontade, eternidade
E ver nascer com alegria um dia que nunca morreria
De verdade

Ter o olhar refletido no nada
Tão frio como o aço da espada
Encontrar o altivo senhor do universo
O senhor da imensidão
Que mesmo distante esta tão perto
Do meu coração

Alexandre
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Poemas

154

Crepúsculo de Estrelas


Crepúsculo das Estrelas

Venha diluir-se nas nebulosas coloridas
nas profundezas abissais dos pensamentos
no tempo com suas teias de cambraia partidas
e nas ondas de um mar, sopradas pelos ventos.

Pois se arrastam estrelas em seu crepúsculo
para morrerem nas areias, longe do mar
no manto cinzento aveludado e inocente
sob a luz caiada da lua branca e do seu luar.

Nunca me disseram que a verdade era fluida
e oque os olhos veem não tem quase fundamento
que o dedo de Deus perfura a inocência perdida
e a tal felicidade dura apenas um momento.

E quando a ultima porta bater seja onde for
somente haverá o silencio, eu não nego!
não mais haverá um único murmúrio de amor
porque o mar vai se calar e o paraíso estará cego.

Alexandre Montalvan
237

Mel do Amor



Mel do amor

Eu quero lhe dar um presente
que feito das gotas da chuva
com a cor e sabor das uvas
colhidas nos parreirais

Pitada de cheiro do vento
o ranço ardido do coentro
com a languidez lenta do tempo
na dança dos coqueirais

E quero que este momento
que trás a doçura do mel
do amor que carrego e penso
tão lindo é um pedaço do céu

É um mar pleno de eternidade
de sonhos e desejos irreais
em um amar que é pura verdade
e que não morrera jamais.

Alexandre Montalvan

215

Violinos do Amor

Ah!. . .violinos que agonizam noite a fora
Vagos contornos nas sombras escuras
Divinos lamentos murmuram aos ventos
Como aves feridas em cicatrizes de outrora

A noite se encanta e ouve calada
Os sons os gorjeios os silvos lascivos
As cordas embalam os mais convulsivos
E derradeiros guinchares e gritos de amor

Violinos de sonhos, das almas, dos anjos
De um céu de estrelas, de luz, de amores
Ecoam em tuas notas mil pétalas de flores
Arrepiam e trazem o encanto e a magia
Um mundo de sonhos e de esplendores

Violinos na noite que o ouve acordada
Em êxtase eterno e um mundo sem dor
Que chora em notas tão tristes apenas
Para que sonhes com um mundo de paz
E também de amor!

Alexandre Montalvan

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Paixão & Fogo

 Paixão. . . eis que chama. . .
Sobe o fogo, o calor, queima em brasa
Como chama se queimou e se apaga
E agora o que resta.
Nada

Silêncio. . . eis que cala...
Explosões de sentimentos
Como o mar em seu lamento
Ao chocar-se com a rocha
A esmigalha
E agora o que resta
Nada

Meu Deus
porque a minha existência se contorce
entre o silêncio e  a chama
se no fogo eu me queimo
e no silêncio. . . este vazio imenso
me acompanha.

Alexandre

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Comentários (2)

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Thaís Fontenele

És um poeta magnifico, poesias lindas, parabéns!

Heloisa Melo

Alexandre tua poesia fala com a alma, transborda de amor pleno , puro que exala ternura . Parabéns !!!