Alice

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n. 2006 PT PT

n. 2006-01-19

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Máquinas

 

Tantas crianças magoadas a viver em corpos de adultos

A imitar o que pensam ser a vida.

Acordam, trabalham, dormem e repetem.

Encontram alguém, casam e continuam a linhagem.

Cíclico, mecanizado.

Estão presas numa bolha. 

São máquinas, protegidas da realidade.

Não sabem o que estão a fazer, limitando-se a copiar o que vêem

Sem pensamento crítico.

Facilmente manipuladas por quem pensa ter o dom da palavra.

Facilmente enganadas por quem pensa ser mais esperto que elas.

Mantendo-se assim até ao fim.

Mas quem sou eu para falar.

Também não sei o que estou aqui a fazer.

Talvez tudo isto seja a minha revolta por não me encaixar.

Penso demais, sou demais, quero ser diferente, 

Quero fugir ao ciclo.

Não quero ser uma máquina.

Gosto de pensar por mim e quero alguém que pense por si também.

Quero que sejamos humanos num mundo de máquinas

 

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Poemas

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Máquinas

 

Tantas crianças magoadas a viver em corpos de adultos

A imitar o que pensam ser a vida.

Acordam, trabalham, dormem e repetem.

Encontram alguém, casam e continuam a linhagem.

Cíclico, mecanizado.

Estão presas numa bolha. 

São máquinas, protegidas da realidade.

Não sabem o que estão a fazer, limitando-se a copiar o que vêem

Sem pensamento crítico.

Facilmente manipuladas por quem pensa ter o dom da palavra.

Facilmente enganadas por quem pensa ser mais esperto que elas.

Mantendo-se assim até ao fim.

Mas quem sou eu para falar.

Também não sei o que estou aqui a fazer.

Talvez tudo isto seja a minha revolta por não me encaixar.

Penso demais, sou demais, quero ser diferente, 

Quero fugir ao ciclo.

Não quero ser uma máquina.

Gosto de pensar por mim e quero alguém que pense por si também.

Quero que sejamos humanos num mundo de máquinas

 

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