E chegará um momento em que nós não saberemos quem fomos um para o outro. Chegará um momento em que eu irei esquecer qual a sua cor preferida e o seu prato de comida. Esquecerei do toque, do gosto, da textura, e até mesmo de como era o sentimento de quando eu te olhava enquanto você adormecia.
Chegará um momento em que o teu cheiro não será mais familiar, e nem tudo que eu olhar vai trazer você para perto de mim. Chegará um momento em que meu coração não vai acelerar quando em você eu pensar, e a angústia não estará mais ao meu lado; e tudo que eu senti por você um dia não mais haverá.
Será estranho um dia eu pensar que, um dia já te amei tanto e agora quando te olho tão distante dos olhos meus eu não sinto mais nada. É um vazio. Não sinto culpa, não sinto raiva, não sinto saudades, não sinto amor...
Chegará um dia em que passará por mim e eu por você, talvez com novos amores, e iremos nos cumprimentar com um sorriso e tudo que vivemos, aquela história que acreditávamos que seria como um conto de fadas, tão memorável quanto Romeu e Julieta... Será apagado.
E tudo que poderemos fazer será sorrir um para outro como sinal de respeito, pois seguiremos nossas vidas e nos tornaremos somente velhos conhecidos um para o outro.
Se eu morrer amanhã, Eu te deixei algumas poesias escritas. Se eu morrer amanhã, Estranhamente morrerei contente de me encontrar num estado de paixão diferente do usual, Se eu morrer amanhã, Saiba que te comprei flores, que te escrevi cartas, que te escrevi canções, te desenhei, te fotografei, te memorizei, te fiz ser o quadro mais lindo que um dia não pintei. Se eu morrer amanhã, Saiba que dentro de mim, Parecia que eu sempre te amei. Que te conhecia de uma outra vida, Que tínhamos uma conexão bonita, Que os pássaros cantavam todas as vezes que nos via. Se eu morrer amanhã, Te deixei memórias boas, Memórias que talvez você nem saiba, Mas mudou minha experiência enquanto vivi. Se eu morrer amanhã, Espero que tenha curiosidade de saber como te vi, como te achei incrível desde o dia que eu te conheci. Se eu morrer amanhã, espero que te vejam do mesmo jeito que vi, Mas se não, Eu te prometo que mesmo do outro lado da vida, Ainda sim, vou me sentir viva toda vez que minha alma poder encontrar com a sua. Se eu morrer amanhã, Saiba que eu te escrevia muito mais, Te escreveria tanto, Faria-te um livro, Com teu nome na capa, E teu sorriso também.
21.02.23
235
A academia
Quando adentrei naquele local, Senti que minha vida mudaria, Conheci novos aromas que jamais pensei um dia, Cheiro de subaca e virilha suada, Por todo canto escutava gemidos de dor, Muita das vezes pensei que era de dor, Até um dia entender que era prazer, Mas calma, não prazer ao pé da letra, Prazer em sentir dor, Acabei descobrindo que naquele lugar todo mundo tinha a mesma meta, O mesmo olhar, Ficar sheipado pra ter coragem de ser ver pelado na frente do espelho e pro ex não voltar. Eu ainda me questiono se há sanidade mental em alguns, em outros já desisti de questionar, Eu no meu caso, permaneço franga demais pra compreender a arte da academia, Ainda mais quando dizem que isso é terapia.
25.02.23
137
Se eu morrer amanhã
Se eu morrer amanhã, Eu te deixei algumas poesias escritas. Se eu morrer amanhã, Estranhamente morrerei contente de me encontrar num estado de paixão diferente do usual, Se eu morrer amanhã, Saiba que te comprei flores, que te escrevi cartas, que te escrevi canções, te desenhei, te fotografei, te memorizei, te fiz ser o quadro mais lindo que um dia não pintei. Se eu morrer amanhã, Saiba que dentro de mim, Parecia que eu sempre te amei. Que te conhecia de uma outra vida, Que tínhamos uma conexão bonita, Que os pássaros cantavam todas as vezes que nos via. Se eu morrer amanhã, Te deixei memórias boas, Memórias que talvez você nem saiba, Mas mudou minha experiência enquanto vivi. Se eu morrer amanhã, Espero que tenha curiosidade de saber como te vi, como te achei incrível desde o dia que eu te conheci. Se eu morrer amanhã, espero que te vejam do mesmo jeito que vi, Mas se não, Eu te prometo que mesmo do outro lado da vida, Ainda sim, vou me sentir viva toda vez que minha alma poder encontrar com a sua. Se eu morrer amanhã, Saiba que eu te escreveria muito mais, Te escreveria tanto, Faria-te um livro, Com teu nome na capa, E teu sorriso também.
21.02.23
131
Mais um pra você
Esses dias, Escrevi outro poema sobre você. Mas não vou te mostrar, Não dessa vez. Lá confessei tudo que sinto E só te lembrar faz minha cara ruborizar.
Falei coisas de você que, Se me deixasse falaria olhando nos teus olhos, Claro que não saberia recitar de forma tão bonita e clara, Porque eu gaguejaria umas vinte vezes, com medo de errar o ritmo da dança.
Mas escrever sobre você, Lembrar dos detalhes que te compõe, Te tirar da mente e te transformar em poesia, Tornou-se como um remédio p'ra minha desesperança.
Onde boto meus olhos, Ou onde prego minha mente Quero te escrever qualquer coisa Pra te preencher com carinho Que te faltou.
Mas eu não vou falar de você, não aqui. Eu só vim dizer que, Esses dias, eu escrevi um poema sobre você. E lá eu dizia... Tudo que sinto por causa de você.
10.2.23 A.R
170
Meu amor exagerado
Minhas formas de demostrar amor são todas exageradas, Não sei amar pouco e não sei demostrar pouco, Eu sou tão que chega a ser de mais, Quero pintar tua cara num muro da rua, Quero te escrever mil poemas, E te cantar mil canções, Quero dançar com você sob a luz da lua, E tomar um banho de chuva num dia qualquer, Sem pretensão, sem pensar...
Quero te levar num jantar a luz de velas, Pedir a mesa mais distante e próxima do céu estrelado. Meu amor é exagerado que eu daria risada de Cazuza ao meu lado.
Quero te encher de flores, de todas as cores. Quero te levar pra dançar forró agarradinha, segurar tua cintura e ri da tua cara porque não sabemos dançar em dupla. Quero me deitar ao teu lado, cariciar tuas bochechas, Ler a palma da sua mão e dizer que um dia teremos três filhas. Quero te mostrar meu exagero e que eu me esparramo todinha por com teu sorriso bobo.
Ahhh, meus exageros, qualquer sinal é muito, qualquer exagero ainda me parece pouco. Tão louco pensar que posso me derramar assim, Sem querer nada em troca, só teu sorriso mesmo pra me fazer feliz. Tão exagerada do jeito que sou e tudo que eu quero no fundo é te preencher de amor, A cada pedacinho que lhe faltou, Desde a tua infância, Ao que a vida te tornou. Meu exagero é amar assim, mas foi assim que, eu aprendi amar. Pedacinhos. Pequenas frações.
09.02.23 A.R
46
Fotografar
Deixa eu fotografar esta tua beleza, esta tua face pensante num mar azul oscilante.
Deixa eu fotografar esta tua beleza sob a luz amarela do sol, esta tua íris cor de jaspe marrom.
Deixa eu fotografar esta tua beleza sob a luz do lua, Teu sorrir feito o lua miguante numa noite de verão.
Deixa eu fotografar esta tua beleza, as curvas de seu corpo, cada simetria, cada canto.
Deixa eu fotografar esta tua beleza, esses teus lábios delicados que desenham seu sorriso neste tom rosa feito uma menina mulher.
Deixa eu fotografar esta tua beleza, seus cabelos nesse tom de castanhas e avelãs.
Deixa eu fotografar esta tua beleza, sua pele branca como os flocos de neve.
Deixa eu fotografar esta tua beleza, teus traços dados pelas Deusas, Teu sorriso esculpido pelas mãos de querubins, Teu eu planejado meticulosamente pelos astros.
Sob a luz da lua cheia que toma a noite, Sob os raios do sol que ilumine o dia, Sob a chuva que molha, Sob a grama que cresce.
Deixa eu fotografar tua beleza, Que me inebria, inspira e me aquece. Beleza de Fevereiro, beleza de começo de carnaval. Beleza que por uma rosa seria facilmente confundida, Beleza que até mesmo Vênus queixaria. Beleza que merece estar estampada em quadros e fotografias, Criando memórias do seu eu em qualquer esquina, Com esse sorriso de menina mulher que quando passa ilumina.
Deixa eu fotografar esta tua beleza dos pés a cabeça, Sua roupa preferida e aquela sua jaqueta.
Até mesmo teus momentos de tristeza. Deixa eu contar suas histórias pela lente da minha câmera, Deixa eu namorar tua beleza no papel impresso estampando teu rosto. Essa sua beleza de Novembro, de um ano inteiro.
29.01.23 A.R
50
O próximo inverno
De longe as folhas árvore caem, Tocam o chão e se deitam junto as outras. As todas as outras versões de mim. Todo ciclo é assim, em todo inverno é assim...
Renascemos de onde viemos, mas ainda há pedaços de mim dissipando no chão, Não se pode plantar essas folhas mais uma vez, Mas enquanto elas esteveram presente durante todo esse inverno, Mantiveram as coisas como deviam ser. Há coisas que não entendemos, mas sabemos.
Nossos ciclos, nossas histórias, nossas folhas... Hoje há mais folhas dissipada no chão, Menos do que haviam há alguns meses. Estou voltando a florir, Pra depois me dissipar e sorrir. Nossos ciclos, nossos invernos, nossos começos, nossos fins.
O vento desse lado é um pouco mais frio, Quase não me importo de me sentar sob a brisa dele, Só quando arde nos olhos, Mas aprendi a me aquecer nesse inverno.
As folhas ainda caem, me sento de frente a mim, Encaro-me, vejo minhas raízes e de onde vim. Eu me tornei uma borboleta azul. Somos todos diferentes agora. Eu sou diferente agora.
Vendo tudo que fui disspindo, Tudo que um dia acreditei ser, tornando-se glabro. Eu estou nascendo de novo, é um fim de um ciclo que começa e termina.
Essas folhas que caíram, vou varre-las. Não posso planta-las, mas posso varre-las para onde Deus quiser.
Espero o inverno passar, aquecida comigo ao lado meu, esperando-me florescer, no meu processo, no meu tempo, na minha vontade em prol de toda minha verdade.
5.2.23
168
Saudade álgida
Tristeza fria de um domingo em meu peito, Sinto sua falta o tempo inteiro. Ao vento passar e levar meus cabelos, Ao dia amanhecer e te imaginar em meu travesseiro.
Saudades que torce meu peito, Deixa-me sem ar, posso mal respirar. Saudades de querer-te por perto, Perder-me no teu brilho que reluz, O sorriso que seduz. Para ti compus, E a ternura que deduz.
A saudade que em mim se pôs. Vento álgido cruel rasga-me o peito a dor desse sentimento. Queria eu que fosse apenas carnal, Mas a saudades mostrou-me ser impetuosa, Sei que vai mais além da subjeção, Já se tornou veemência.
Saudades de ti plantou-se em mim, Falha minha palpitação Dias sem sua brilhanteza Escondo em mim uma tristeza.
Tirei-me para dançar, Aquela canção que me aconchega o coração. De olhos fechados, Passos embolados, Vejo seus olhos...
O brilho de sua íris, Sua pele tão nívea, Contrastando a minha, E por fim, Posso ver teu sorriso.
Volte e fique até o próximo inverno, Fique até o verão, fique o ano inteiro. Fique até que se falte chuva na terra, Até não haver mais estrelas nos céus.
Mate a minha saudade, Mate-me este frio no peito.
Esquente-me com seus anseios, Junte seu corpo a mim e aqueça meu amor por você. Fique por mais um mês, Fique por mais um ano, Fique até que haja apenas eu, você e seu encanto. Fique.