Ama Spisso

Ama Spisso

n. 1976 BR BR

Abriga-me em tuas erradas curvas. Obriga-me à existir em tua desistência ardida. Roga que eu aqui permaneça e, ao meu sim, saia e me esqueça. Briga com sussurros violentos, abre mão de mim,porta afora empurra -me... Atroz, agridoce veneno; no arrepender-se: exuma-me. E, ao resto de mim, derrama teu perfume.

n. 1976-05-19, São Paulo

Perfil
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Rapto

Semente de gente, eu vim.

Ramo de agarrar ao redor, eu fui.



Des-cresci: nua,crua....

Eu entorpeci dias.



Rapto rápido:

comeu-me um roedor...



Roeu, roeu...

Doeu,doeu...



Restou dor.

Eu resto. Eles? - Dó...



Sou como nó, como noz.

Sou como nós... Sou?
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Biografia
meu cabelo não é liso, nem enrolado



tá assim ao meio...meio despudorado.



gravo tempos errantes;



vivo de ecos...



moro em casas sem teto e, de manhã, sinto gosto de barro na língua...



entristeço quando a lua mingua. e sou bochecha quando cheia...



vivo de marés...



sou como és.

Poemas

1

Rapto

Semente de gente, eu vim.

Ramo de agarrar ao redor, eu fui.



Des-cresci: nua,crua....

Eu entorpeci dias.



Rapto rápido:

comeu-me um roedor...



Roeu, roeu...

Doeu,doeu...



Restou dor.

Eu resto. Eles? - Dó...



Sou como nó, como noz.

Sou como nós... Sou?
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