Amaro Flecha

Amaro Flecha

n. 1978 ST ST

Entusiasta pelas palavras e artes digitaiss • Livro: Cromos de Uma Rima Só •

n. 1978-11-10, São Tomé

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Tempestade

Sopro violentamente a ira pelo ar.
O meu grito faísca
uma centelha ávida para flamejar
tumultua a atmosfera contra minha vontade
o rugido entoa, a tempestade.
 
Deságuam pesadas,
lágrimas frias e empedradas
suplicaram em não gotejar
sem permitir o equilíbrio desafogar.
 
Demorará a secar,
esvaziar a efervescência dantes.
Precipitei desprovida de enxugar
renegada para o tempo regenerar.




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Poemas

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Na real...

Deixei as redes sociais
saí dos grupos
abandonei o universo virtual
e das sobrecargas digitais.

Deletei o perfil
fechei as contas
pensei em ficar inútil
ver-me com as algemas soltas.

Foi o contrário.
Alívio, tranquilo, hilário…
sem sentir solitário.

Reavi um amigo literário
esquecido, mas sempre solidário.
Achado, folheado, lido e interpretado.

Desconfinado.
Se eu esticar as asas e sair da gaiola,
serei arruinado?
Voo-me embora.

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Dois mil e vinte e dois

Já é janeiro.
O que há a dizer?
Além do anseio que seja maneiro.

Circunstâncias ao bel-prazer
comandam o que não há de se prever.
Então, por que falar?
Se a intenção, talvez, de não se realizar.

Mas é de bom-tom pronunciar
para a boa energia se magnetizar
o quão é bom desejar
mesmo em um gesto efêmero,
feliz e ilimitado tempo próspero.
 

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