Amaro Flecha

Amaro Flecha

n. 1978 ST ST

Entusiasta pelas palavras e artes digitaiss • Livro: Cromos de Uma Rima Só •

n. 1978-11-10, São Tomé

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Tempestade

Sopro violentamente a ira pelo ar.
O meu grito faísca
uma centelha ávida para flamejar
tumultua a atmosfera contra minha vontade
o rugido entoa, a tempestade.
 
Deságuam pesadas,
lágrimas frias e empedradas
suplicaram em não gotejar
sem permitir o equilíbrio desafogar.
 
Demorará a secar,
esvaziar a efervescência dantes.
Precipitei desprovida de enxugar
renegada para o tempo regenerar.




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Poemas

1

Baga de amor

Escrevo estes versos ao meu futuro amor
de um íntimo sonho a corporizar
o frenesi da pregressa gota de suor
estalar a paixão ao te beijar.

Com afeto, redijo esta rima
para teu sentimento desabrochar
ao menos um pingo de quem te estima
e deseja ardentemente… te cativar.

Na inspiração, faço poema
pela frustração de não te fascinar
a lágrima confessa o meu dilema
de um devaneio ao acordar.

Declaro em forma de poesia
derradeira esperança de te amar
reles migalha de fantasia
talvez um dia, irei lhe declamar.
 
Baga de amor
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