Amaro Flecha

Amaro Flecha

n. 1978 ST ST

Entusiasta pelas palavras e artes digitaiss • Livro: Cromos de Uma Rima Só •

n. 1978-11-10, São Tomé

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Tempestade

Sopro violentamente a ira pelo ar.
O meu grito faísca
uma centelha ávida para flamejar
tumultua a atmosfera contra minha vontade
o rugido entoa, a tempestade.
 
Deságuam pesadas,
lágrimas frias e empedradas
suplicaram em não gotejar
sem permitir o equilíbrio desafogar.
 
Demorará a secar,
esvaziar a efervescência dantes.
Precipitei desprovida de enxugar
renegada para o tempo regenerar.




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Poemas

2

Oito Patas

Achei uma pequena aranha
perdida nos meus cabelos
nem sei como ela conseguiu a façanha
de sobreviver nos cachos de pesadelos.

Apenas apareceu,
quando cocei a cabeça.
Tadinha, ela estremeceu!
Percebi-a perdida na minha ideia.

Penso que não teceu uma teia
ou soltou veneno por instinto
porque não me chateia
ter um oito patas inquilino.

Pena que minha cachola
esquenta toda hora.
A cuca, às vezes, extrapola
suponho que eis o motivo
dela ir embora.

aranha
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Pérola

Admirável pérola
arredondada, lisa e brilhante.
Encanta de tão bela
e preciosidade impactante.
 
Cromatizada no membro
ressai rente ao ombro
retrata uma evidência
de incentivo e resiliência.
 
O desenho da joia
declara a musa importante,
no braço e na memória
o nome de uma pessoa perseverante.

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