Amaro Flecha

Amaro Flecha

n. 1978 ST ST

Entusiasta pelas palavras e artes digitaiss • Livro: Cromos de Uma Rima Só •

n. 1978-11-10, São Tomé

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Tempestade

Sopro violentamente a ira pelo ar.
O meu grito faísca
uma centelha ávida para flamejar
tumultua a atmosfera contra minha vontade
o rugido entoa, a tempestade.
 
Deságuam pesadas,
lágrimas frias e empedradas
suplicaram em não gotejar
sem permitir o equilíbrio desafogar.
 
Demorará a secar,
esvaziar a efervescência dantes.
Precipitei desprovida de enxugar
renegada para o tempo regenerar.




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Poemas

1

Passarinhos

A garça caiu,
na arapuca do curió
com gracejo, saiu
para dormir no ninho do carijó.
.
Quem viu tudo e se divertiu
foi o esperto caburé
e cochichou o que assistiu
ao canário sapé.
.
Outro que se distraiu
o esfomeado curiango
da revoada desistiu
para ir atrás do pernilongo.
.
Ao final quem insistiu
no dó-re-mi do piupiu
o canto do pintassilgo
livre da gaiola, escapuliu.

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